O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/09/2019
Segundo o filósofo Platão, o importante não é viver, mas viver bem, ou seja, a qualidade de vida excede a própria existência. Entretanto, no Brasil essa não é uma realidade para os indivíduos afetados pelas DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Nesse sentido, dois aspectos são relevantes: o legado histórico cultural e a imprudência dos jovens.
Inicialmente, vale ressaltar o passado histórico marcado pelas imposições dos dogmas do catolicismo, no qual o sexo é um ‘’tabu’’. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Sob tal ótica, o Brasil não possui um ensino de educação sexual por conta de sua cultura retrógrada, e também o diálogo entre pais e filhos é escasso, assim, a soma desses fatores resultam em jovens desinformados e o aumento do índice de DST’s.
Além disso, o descaso e a imprudência dos adolescentes ao uso de preservativos nas relações sexuais aumentam os riscos de transmissões de doenças. Conforme a UNAids, somente em 2016, foram registrados 48 mil novos casos de aids no Brasil, isso é, devido à pouca informação sobre o assunto e irresponsabilidade dos indivíduos cientes, muitos são acometidos por essa enfermidade. Logo, é evidente a banalização da juventude perante às doenças sexualmente transmissíveis e o desuso do preservativo.
Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para resolver esse impasse. Dessa forma, o MEC (Ministério da Educação) deve integrar na grade curricular do ensino médio a educação sexual, por meio de divulgação de cartilhas que ensinem como usar os preservativos e também palestras com médicos infectologistas, a fim de que seja desconstruído o pudor envolta da vida sexual e que os jovens não sejam vítimas de doenças. Ademais, cabe ao Estado distribuir camisinhas femininas e masculinas em postos de saúde