O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 04/09/2019

Augusto comte, considerado o pai do positivismo, acreditava que era possível planejar o desenvolvimento da sociedade e do indivíduo com critérios das ciências exatas e biológicas. Suas análises entendiam o corpo social como um corpo biológico, ou seja, quando umas das partes falhar, o todo será comprometido. Seguindo essa lógica, indubitavelmente, a  saúde seria  um dos órgãos vitais da sociedade. Diante disso, convém observar que o aumento de DSTs entre jovens brasileiros está diretamente associado tanto no âmbito governamental quanto no social.

Em primeiro plano, revela-se iminente que o Governo interfira nessa preocupante situação. Como estabelecida na Constituição Federal de 1988- norma de maior hierarquia no poder judiciário- ’’ a saúde é direito de todos e dever do Estado’’. Nessa perspectiva, é evidente a falha das autoridades diante da prevenção de DSTs e campanhas eficientes voltadas ao público jovem. Somando a isso, o esclarecimento sobre os tratamentos já existentes e os mitos que geram dúvidas acerca dessas doenças tornam-se imprescindíveis para a desconstrução do tabu que, infelizmente, ainda é existente na sociedade. Desse modo, o cumprimento das leis e as políticas públicas, a fim de enriquecer o conhecimento deve ser imediata, visando o comprometimento com essa parcela de jovens.

Além disso, convém associar que a busca pelo prazer imediato acarreta na negligência com a saúde.  De acordo com o hedonismo, visto como uma doutrina filosófico-moral, que considera o prazer como o desejo maior do ser humano, ou seja, não existe valor superior do que o prazer. De acordo com essa teoria, é notório que inúmeros jovens buscam em excesso o desejo e banalizam a utilização de métodos contraceptivos. Diante disso, vale ressaltar que o uso de preservativos é visto perante alguns brasileiros apenas com o intuito de prevenir uma gravidez indesejada e não as possíveis enfermidades que podem ser transmitidas. Junto a isso, as consequências implicam ao declínio da qualidade de vida e a exclusão do corpo social com os portadores dessa óbice. Em vista disso, é imprescindível que as escolas abordem sobre a importância da prevenção das doenças sexualmente transmissíveis.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde exercer as leis existentes, promovendo campanhas voltadas ao público jovem, juntamente com a mídia televisiva e radiofônica. Junto a isso, estes necessitam elaborar uma publicidade criativa, por meio de  uma linguagem jovial e utilizando ídolos, com o objetivo de reforçar a prevenção dessas doenças e os tratamentos oferecidos pelo Governo. Paralelo a isso, as escolas em parceria com os profissionais da saúde carecem desenvolver através de um diálogo sensibilizado e sem possíveis preconceitos com o próximo, tendo como objetivo desconstruir os tabus acerca do tema e reforçar a importância do uso de preservativos.