O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 03/09/2019

Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, a realidade brasileira demonstra as mesmas conotações no que se refere ao crescimento de DSTs entre os adolescentes. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da banalização e a falta de informação sobre as questões sexuais.

Convém ressaltar, a princípio, a inexistência do medo caracteriza-se como um complexo dificultador. De acordo com o pensamento de Hannah Arendt: quando uma atitude se torna comum, as pessoas param de vê-la como errada. Nesse sentido, pode-se observar que o pânico de adquirir alguma infecção sexualmente transmissível foi perdido, o que fez gerar o aumento do desuso dos preventivos na última década, principalmente, entre os jovens de 20 a 29 anos, fator que complicou ainda mais a resolução da problemática.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a desinformação. Segundo o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de um indivíduo determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica a causa do obstáculo: se os jovens brasileiros não têm acesso à informação da necessidade do uso da camisinha, como mostra o estudo realizado por “Este Jovem Brasileiro” detectou que 71% dos adolescentes não usaram preservativo na primeira relação sexual, ou seja, sua visão será limitada sobre os perigos de contrair alguma doença, o que dificulta a erradicação do problema.

Torna-se evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Logo, é imperioso que o Ministério da Saúde, em parceria com os influenciadores digitais promovam campanhas midiáticas, com “hastag” sobre as Doenças Sexualmnete Transmisiveis - para facilitar a identificação e ganhar mais visibilidade entre o público jovem. Estas devem ocorrer por meio da produção de vídeos nas redes sociais - instagram, facebook, whatsapp. Essa ação será feita com intuito de alertar a população sobre o uso de preservativos durante as relações sexuais. Dessa maneira, é importante que o povo brasileiro se encare como responsável do problema, pois, de acordo com Platão, o primeiro passo para mover o mundo é mover a si mesmo.