O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 04/09/2019

Sabe-se que, na Idade Média, a principal função da mulher era satisfazer a vontade do marido e reproduzir. Na contemporaneidade, engravidar tornou-se uma opção para as mulheres, visto que a tecnologia da saúde desenvolveu a pílula anticoncepcional, que dá o direito da mulher e do parceiro de escolherem se querem ou não terem filhos. Entretanto, esse enfoque com a gestação fez com que muitas pessoas -principalmente os jovens- se preocupassem menos com as DST’s, e isso tem aumentado cada vez mais na juventude brasileira.

Convém ressaltar, a princípio, que o Brasil vive a “era da informação” atualmente, na qual possibilitou a amplitude de conhecimentos e o desenvolvimento da ciência. Todavia, tratar sobre sexualidade ainda é um tabu no Brasil, visto que muitos jovens infectados sentem medo ou pudor em falar sobre o seu problema com um familiar ou alguém especializado no assunto, pelo fato de a sociedade ver a problemática com um olhar preconceituoso e com jugo.

Além disso, o aumento dessas doenças advém da despreocupação dos jovens em se precaverem das doenças tanto quanto essa parcela se previne da gravidez. Isso porque muitos deles sentem mais medo da gestação do que dos danos físicos que as DST’s podem causar e, assim, se focam muito nos métodos contraceptivos e pouco nos métodos de prevenção à doenças, como a camisinha.

Destarte, é perceptível que o tabu e a despreocupação estão trazendo cada vez mais problemas para a saúde sexual dos jovens brasileiros. Para solucionar tal questão, é necessário que o Ministério da Educação trate sobre sexo e sexualidade nas escolas, através de palestras e aulas inclusas nas disciplinas já disponíveis, a fim de desconstruir o preconceito e fazer com que os alunos se sintam mais à vontade de falarem sobre esse assunto e, também saibam como ter práticas sexuais com mais segurança. Ademais, é preciso que o Ministério da Saúde promova campanhas de prevenção nos comerciais de televisão, jornais e até mesmo planfetagem, para que o acesso a informação sobre as DST’s seja ainda mais amplo e conscientizador, com o intuito de estar sempre alertando a população sobre prevenção e consequências da problemática. Dessa forma, as doenças sexualmente transmissíveis entrará em decadência, e o sexo deixará de ser um tabu na sociedade.