O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 04/09/2019
Desde a antiguidade, as doenças sexualmente transmissíveis (DSTS) já devastavam grande parcela das populações. Para controlar a disseminação dessas doenças, foram criados envoltórios de vários tipos de materiais, para proteger os membros sexuais do contato com as doenças durante o ato sexual. Na contemporaneidade, porém, mesmo com o desenvolvimento de preservativos mais seguros e confortáveis (camisinhas de látex), o aumento de infectados, principalmente jovens, com as DSTS é alarmante. Seja pela banalização dos males ocasionados pelo não uso da camisinha, seja pela ineficácia da difusão de informações acerca da importância do “sexo seguro”, faz-se premente a discussão das causas do aumento de DSTS entre os jovens no Brasil.
Em primeiro lugar, no Brasil a prevenção de DSTS é um assunto, muitas vezes, pouco discutido dentro dos círculos familiares dos jovens, e isso é pelo fato do sexo ser considerado um tabu entre as pessoas. Por sua vez, a hesitação em debater esse tema, possivelmente, deixa os jovens mais expostos às consequências do sexo sem proteção - doenças, gravidez indesejada e danos neurológicos – em virtude da falta de comunicação direta. Para ilustrar, segundo uma pesquisa feita em 2016 pelo “site” Uol 43,45% de jovens fizeram sexo sem preservativo e 21,6% de jovens acreditavam que a doença autoimune “AIDS” já tivesse cura. Logo, muitos juvenis estão vulneráveis a danos, frequentemente, irreversíveis em suas vidas devido à falta de informação.
Outrossim, na maioria das vezes, a deliberação do desuso de preservativos nas relações sexuais advém de um preconceito formado a partir de ideias equivocadas. Por exemplo: no livro “Depois daquela viagem”, a protagonista relata que teve uma relação sexual sem preservativo, que a infectou com o vírus “HIV”, pois acreditava que as DSTS estavam vinculadas à prostituição. Em suma, é indubitável a convicção de uma parcela da sociedade de que a contaminação por DSTS e o uso de camisinhas sejam respectivamente presentes e necessários apenas para alguns grupos de indivíduos. Urge, portanto, que o Ministério da educação em parceria com as instituições educacionais discuta e informe, por intermédio de aulas de educação sexual, sobre o uso do preservativo e os malefícios gerados pelas DSTS, de forma, que os jovens possam derrubar os tabus e mitos relacionados ao tema sexual. Outrossim, o Ministério da saúde em conjunto com os “digital influencers” transmita, por meio de canais digitais muito usados pelo público juvenil como as redes sociais, alertas sobre DSTS e orientações sexuais, em uma linguagem simples e voltada para os jovens. Assim, os induzindo a serem sensatos em suas vidas sexuais. Destarte, reduzindo o preconceito e a banalização da utilização de camisinhas e criando jovens adeptos ao “sexo seguro”.