O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 06/09/2019
Consoante o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Dessa maneira, para que esse organismo seja igualitário e coeso é necessário que todos os direitos do cidadãos sejam garantidos. Entretanto, no Brasil isso não ocorre, visto que o aumento das doenças sexualmente transmissíveis é realidade no país. Nessa perspectiva, faz-se necessário o uso de preservativos e tratar o assunto como tabu na sociedade.
É primordial ressaltar que, segundo Sócrates, os erros são consequência da ignorância humana. Logo, é válido analisar que a falta de preocupação da sociedade acerca do aumento das doenças sexualmente transmissíveis influi decisivamente em comportamentos inadequados contra o uso de preservativos, o que contribui com aumento das doenças, pois segundo uma pesquisa do Ministério da Saúde, 6 em cada 10 adolescentes não usaram preservativo em alguma relação sexual. Porém, embora caótica, essa situação é mutável.
Outrossim, é mister tratar o assunto como tabu, tendo em vista que a sociedade hesita em falar acerca das doenças sexualmente transmissíveis devido ao desconforto a respeito da temática. No entanto, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para transpor as barreias ao perigo do aumento das DSTs, pois segundo o pensador e ativista francês Michel Foucault, é preciso mostrar as pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos.
Portanto, medidas são necessárias para combater essa problemática.Para que o Brasil seja mais articulado como um “corpo biológico” cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, criar um projeto para ser desenvolvido nas comunidades e no ambiente escolar por meio de palestras e atividades lúdicas através de profissionais capacitados a respeito da importância do uso de preservativos, a fim de conscientiza-los.