O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 11/09/2019

“No meio do caminho tinha uma pedra”. Através desse trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, vê-se que o aumento do número de portadores de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) se configura como um entrave no Brasil atual, visto que se evidencia não só pela ausência de acompanhamento médico, como também pela desorientação da população.

A princípio, é notório que a maioria dos brasileiros não faz exames regularmente. Isso ocorre, sobretudo, devido ao lamentável descaso dado à própria saúde e pela falta de estrutura dos hospitais públicos que sequer oferecem exames destinados a uma checagem. Um relatório feito pela UNAIDS afirma que aproximadamente um terço dos portadores do HIV, por exemplo, são diagnosticados como soropositivos já em um estágio avançado. Com isso, essa parcela social fica submetida a um tratamento com pouca eficácia, além de por em risco outras vidas, o que é inadmissível.

Outrossim, é irrefutável que a insuficiente orientação da população provoca o engajamento do problema. Segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, a vida em sociedade exige uma consciência coletiva, na qual o papel da escola é fundamental na transmissão de conhecimentos. Entretanto, hodiernamente, percebe-se cada vez mais a falta de debates sobre as DSTs nas salas de aula, fato esse que ocasiona ações negligentes entre os indivíduos.

Medidas, portanto, são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Saúde disponibilizar exames de sangue anualmente nos postos de saúde e hospitais públicos locais, de forma obrigatória e gratuita, realizados por profissionais da área, com o objetivo de efetuar uma checagem geral. Ademais, é dever do Ministério da Educação promover palestras informativas nas escolas, ministradas por professores e especialistas, a fim de conscientizar os alunos sobre as causas e consequências do HIV. Dessa forma, espera-se que esse obstáculo seja superado e que a teoria de Durkheim, por fim, seja respeitada.