O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 25/10/2019
No filme “Meu Nome é Jacque” é retratado o preconceito sofrido pela personagem ao se descobrir soropositiva para a AIDS. Saindo da ficção, é possível perceber que os desafios enfrentados por uma pessoa portadora de uma doença sexualmente transmissível (DST) vai muito além de apenas uma sintomatologia. Nesse contexto, é válido salientar os motivos, bem como os impactos causados pelo aumento das DSTs entre os jovens brasileiros.
É notório, em primeira análise, perceber o preconceito como principal desencadeador do aumento de casos por essas infecções. Isso porque, muitos jovens já são taxados de “sujos” ao contrair uma DST, e acabam, ficando excluídos da sociedade pela falta de conhecimento acerca das formas de contágios por essas doenças. Dessa forma, como dito pelo físico, Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, se torna possível ver a dificuldade de se resolver essa situação. Assim, fica claro que somente a educação é capaz de transformar a atual crise do país.
Outrossim, destaca-se os impactos ocasionados pela perpetuação da intolerância em torno desses casos. Pois, os jovens ao se sentirem coagidos pela sociedade, evitam procurar os profissionais da saúde para iniciar os tratamentos e passam a seguir a vida como se estivesse curado e é justamente nesses casos que o problema reside, uma vez que esses adolescentes começam a negar ter uma contaminação e continuam mantendo relações sexuais sem o uso de preservativos, contaminando mais pessoas. Comprova-se isso por uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP), em que 74% dos jovens entre 19 e 23 anos afirmam não conversar sobre os riscos de infecções e mesmo assim mantêm relações sem camisinha. Sob esse viés, fica visível que medidas devem ser postas em prática para reverter esse quadro perigoso do Brasil.
Entende-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Nesse sentido, a fim de atenuar a problemática, o Ministério da Educação deve cobrar do Governo Federal recursos financeiros, afim de investir nas escolas públicas e privadas de ensino médio, através de palestras, com sexólogos e psicólogos, para todos os jovens, sanando qualquer dúvida acerca das formas de prevenção e cuidados da higiene íntima. Ademais, nas salas de aula, se faz necessário o ensino do respeito e do acolhimento com as pessoas com DSTs, tornando-os mensageiros da tolerância e do conhecimento, para as pessoas que estão fora dos muros da escola. Sendo assim, os jovens começaram a procurar a ajuda médica, fazendo com que os índices de infecções sexuais diminuam no país. Por fim, faz-se necessário a divulgação de campanhas, por parte do Ministério da Saúde, sobre os diversos métodos de proteção. Dessa forma, ninguém precisará sofrer o que a Jacque sofreu.