O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 12/09/2019
Conhecidos no Brasil e no mundo durante as décadas de 1980 e 1990, os cantores Cazuza e Freddie Mercury compartilhavam algo em comum além da música: ambos eram portadores do vírus HIV. Por serem soropositivos, os dois viraram símbolos da luta contra a doença, inspirando a juventude a se preservarem. Entretanto, atualmente, o número de jovens infectados por DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) tem se verticalizado, seja pela falta de campanhas eficientes de conscientização, seja pela perda do medo de contrair AIDS, Sífilis ou outras doenças venéreas. Diante desse cenário, uma questão se faz presente: como combater o aumento das DSTs entre os jovens do Brasil?
Primeiramente, vale resaltar que, segundo a organização UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS), o Brasil figura, atualmente, entre os primeiros lugares no ranking dos países que apresentam novos casos de AIDS e outras DSTs. Ainda de acordo com a organização, o aumento do número de jovens acometidos por doenças sexuais é um reflexo direto da queda de campanhas eficientes de preservação e estímulo à prática de sexo seguro. Atualmente as campanhas, quando existentes, são realizadas tradicionalmente na TV. No entanto, em pleno século XXI, para alcançar o público com vida sexual ativa, se faz necessário o entendimento dos novos meios de comunicação utilizados por esses indivíduos.
Ademais, como se não bastasse a falha governamental em difundir esclarecimentos, os pais sentem dificuldades na hora de tratar o tema com os filhos. Dado que, segundo o portal G1, em 2018, somente 25% dos pais tinham uma comunicação fácil com os filhos quando o assunto é sexo. Isso, aliado à eficiência dos coquetéis antivirais, faz com que os adolescentes tenham a ideia errada de que a AIDS é um problema já superado e que os infectados por DSTs podem levar uma vida longa e sem o temor dos males que as doenças provocam.
Evidentimento, portanto, há urgência em combater esse mau. O Ministério da Saúde deve contratar influenciadores digitais e produtoras de filmes e séries de empresas grandes no mundo virtual, por exemplo, Netflix e YouTube, para difundirem informações claras sobre as DSTs em seus trabalhos. Devem incentivar a conversa no ambiente familiar, mostrar formas de prevenção, relatos reais de doentes, efeitos colaterais dos coquetéis profiláticas pós-exposição e quaisquer outros alertas adicionais. Desse modo, haverá mais informações em posse da população e casos como de Cazuza e Freddie Mercury se tornariam exceções.