O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 14/09/2019

Em meados de 1990, quando Tim Berners-Lee criou o WWW (World Wide Web), popularizou o surgimento de navegadores e o aumento de número de usuários. Diante disso, ocorreu uma grande proliferação de sites, chats e redes sociais, tornando a internet o circuito de computadores conectados. Assim, sabe-se que a tecnologia revolucionou o modo de informações, e grande parte da população tem acesso à internet. Porém, falar sobre educação sexual, muitas das vezes, é apenas um modo de entretenimento, sendo este assunto, ainda um tabu, e sem medo de doenças, jovens não se protegem na hora do sexo e casos de infecções sexuais aumentam no Brasil.

De tal forma, apesar das informações sobre as DST’s circularem livremente, especialmente por causa das redes sociais, o jovem brasileiro não se preocupa em se prevenir. Em casos de HIV, uma das mais graves, houve aumento principalmente entre os mais jovens. Na faixa etária dos 20 aos 24 anos, a taxa de detecção subiu de 16,2 casos por 100 mil habitantes, em 2005, para 33,1 casos em 2015, informou o Ministério da Saúde. Logo, o fator determinando para o aumento da transmissão das DST’s é a negligência com o uso da camisinha, atribuído à diminuição da preocupação ou do descuido da população.

Além disso, essa espécie de negligência, muitas vezes inconsciente, tem a ver também com o fato de as DSTs parecerem coisa do passado. “Os jovens de hoje não têm medo da aids porque não viram ninguém morrer do problema. Da mesma forma, não se dá a devida importância a outras DST’s”, acredita a ginecologista Márcia Cardial. Ainda assim, tudo leva a crer que a população em geral baixou a guarda contra os males que se aproveitam do sexo desprotegido. Um levantamento do próprio Ministério de 2009 calculou que algo em torno de dez milhões de brasileiros já apresentaram sintomas de alguma DST, como lesões, verrugas e corrimentos nos órgãos genitais.

Portanto, não basta ter só informação, é preciso que venha acompanhada de reflexão. Assim, é imperiosa uma ação do Ministério da Saúde, que deve, por meio das escolas, criar projetos educacionais que promovam o conhecimento da profilaxia das DST’s, como aulas de Biologia e palestras direcionadas aos pais, para que possam falar abertamente com seus filhos sobre educação sexual. Com o fito de lembrar que cada indivíduo tem sua história e cultura familiar, e que isso sim, deve direcioná-lo na formação de juízos e valores. Família e escola devem transmitir a segurança de quem possuem princípios e valores comuns, para que, juntos, consolidem a educação de futuros homens e mulheres conscientes, responsáveis e felizes.