O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 14/09/2019
A ascensão da pílula anticoncepcional por volta de 1960 transformou a contracepção e o comportamento da sociedade contemporânea. Simultaneamente, a Revolução Sexual ocasionou um rompimento com a sociedade patriarcal em relação a sexualidade, dando espaço a uma “Liberdade Sexual”, sobretudo entre os jovens. Diante disso, o número de casos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) tem aumentado, causando danos, por vezes, irreparáveis entre a juventude brasileira.
Entre os métodos mais eficientes para a prevenção dessas doenças, está o uso de preservativo nas relações sexuais. Entretanto, os jovens não possuem a sua utilização como um hábito. Com a popularização do uso de contraceptivos, o risco de uma gravidez indesejada diminuiu, fazendo com que as meninas deixem de se preocupar com o uso de preservativo, consumo de álcool, diminuição do prazer, desconhecimento sobre as infecções e seus riscos e masculinidade também estão entre os principais motivos do uso de preservativo não ser uma responsabilidade entre os jovens.
Aids, gonorreia, sífilis, herpes genital. Essas são as principais doenças sexualmente transmitidas atualmente. A síndrome da imunodeficiência adquirida é uma doença que não possui cura, deixando consequências para o resto da vida, os indivíduos infectados se tornam suscetíveis a infecções cotidianas, podendo simples resfriados ser fatais. As demais possuem tratamento, no entanto permanecem no organismo dos indivíduos ao longo da vida, dificultando assim, a erradicação dessas doenças da sociedade brasileira.
Deve-se ter em mente o quão prejudicial pode ser uma relação sem o uso da camisinha. Para isso é necessário a conscientização da população como um todo. O Ministério da Saúde deve investir no Sistema Unificado de Saúde (SUS), para que seja disponibilizado atendimento médico eficiente em todos os estágios da vida da população, juntamente com a distribuição gratuita de camisinhas a fim de diminuir os casos de contágio por essas doenças. O Ministério da Educação deve promover campanhas sobre educação sexual na escola e na mídia a fim de apresentar essas doenças e seus riscos com o objetivo de conscientizar os jovens sobre as consequências ao longo da vida. Ademais, a família deve construir diálogo com seus familiares, a fim de sanar dúvidas sobre perguntas a respeito da necessidade de utilização destes meios de prevenção entre os indivíduos.