O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 15/09/2019

Segundo o artigo 196 da Constituição Federal ‘‘Saúde é um direito de todos e um dever do Estado’’, ou seja, se o Estado não cumpre sua função de garantir a prevenção e o tratamento, esse princípio constitucional está sendo desrespeitado. Assim, é possível evidenciar a ineficácia do Estado nas campanhas de prevenção e a banalização das IST’s - Infecções Sexualmente Transmissíveis -, vez que, os jovens, parcialmente, tem mais medo da gravidez indesejada do que da contaminação por algumas doenças.

Entre os anos 60 e 70 se passou a revolução sexual (Contracultura). O auge desta foi em 1968, pois houve a ampliação da liberdade quanto à prática sexual, o que permitiu o avanço de doenças sexualmente transmissíveis. Seguindo esse pensamento, a ineficiência do Estado em garantir campanhas atuais (pois, as pessoas não mantém relação sexual somente no carnaval), prevenção à contaminação de HIV/Aids e outras doenças e infecções sexualmente transmissíveis voltadas para os jovens se torna um agravante.

Ademais, a partir do momento em que o Governo conseguiu uma certa ‘‘vitória’’ no combate ao HIV/Aids no Brasil, os jovens tenderam a não se preocupar com as infecções e doenças sexualmente transmissíveis. Nesse viés, segundo o professor de infectologia da UNESP (Universidade Estadual Paulista), Alexandre Barbosa à noção de que a Aids se tornou uma doença crônica e tratável fez a adesão à camisinha diminuir muito. Dessa forma torna-se evidente a banalização na utilização dos métodos de proteção.

À luz do exposto, o Ministério da Educação em parceria com as escolas  deve criar uma disciplina de educação sexual, estimulando a mudança de comportamento dos jovens, para que, desta forma, o indivíduo mude seu comportamento diante da problemática. Outrossim, o Ministério da Saúde, através de campanhas midiáticas, é essencial que se estabeleça uma linguagem própria, para que assim, alcance os jovens através de canais de comunicação especializados, como o facebook, instagram e twitter.