O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 04/10/2019
Doenças ou infecções sexualmente transmissíveis, também conhecidas por DST ou IST são doenças ou infecções que se transmitem essencialmente pelo contato sexual. Segundo dados do departamento das Nações Unidas, UNAids que lida com a doença causada pelo vírus HIV, em 2016 o número de novos casos de aids no Brasil aumentou, em tendência contrária ao que se registra na média mundial. O perfil dos infectados é a faixa etária entre 20 e 29 anos, o que revela houve um aumento de DSTs entre jovens brasileiros, justificado tanto pela banalização desses acerca das doenças e de seus tratamentos, como pela falta de promoção de educação sexual, que é responsabilidade do Estado.
Primeiramente, uma das causas do aumento das DSTs, é falta de conhecimentos sobre sexualidade, uma vez que sexo é um tabu social, que impede diálogo aberto sobre o assunto na escola e no ambiente familiar. Acompanhado com a ignorância, o tema tornou-se banalizado no Brasil, uma vez que país em especial, foi muito bem sucedido no combate ao HIV, tornando-se referência no mundo e sendo diversas vezes, parabenizado pela Organização Mundial da Saúde por combater a doença com eficiência. Diante do avanço da ciência e da facilidade de tratamento, e sobretudo, por não causarem mais pânico, a população mais jovem banalizou os males e abriu mão de se proteger.
Contudo, a vulgarização não é a única causa para o aumento das DSTs e ISTs entre os jovens brasileiros, mas também a negligência do Estado diante o assunto. Historicamente, as campanhas do Ministério da Saúde que diz respeito as DSTs tem duas grandes falhas: sazonalidade das campanhas e campanhas pouco personalizadas para o público alvo. O Estado brasileiro incentiva o uso de preservativos para prevenir contra as infecções sexualmente transmissíveis, além de evitar gravidezes indesejadas, entretanto, essas campanhas se concentram na época do carnaval. Além disso, as campanhas são voltadas para o público geral, pouco adaptadas para o público juvenil, que tem linguagem e canais comunicativos próprios, como as redes sociais. Logo, o governo brasileiro mostra-se incapaz de promover a educação sexual entre o público jovem com eficiência.
Assim, modo a combater o aumento de IST e DSTs, o Ministério da Saúde poderia promover campanhas midiáticas voltadas ao público jovem, usando redes sociais, como o Tinder, um aplicativo de encontro, e através dessas alertar sobre aumento da contaminação e sobre necessidade de proteção a fim de promover um aumento na proteção das relações sexuais. Além disso, o Ministério da Educação poderia incluir nas aulas de Biologia, educação sexual à grade, além de palestras voltadas aos alunos a fim de desconstruir mitos que cercam o tema e divulgar maneiras de se proteger e de listas de locais onde conseguir informação, diagnóstico e tratamento, para que os índices decaiam.