O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 19/09/2019

As Infecções sexualmente transmissíveis (IST) foram mapeadas desde o século XV na Europa, quando mulheres eram usadas para reprodução, e assim não utilizavam nenhuma proteção em seus encontros sexuais, o que aumentava as chances de contaminação. Dessa forma, é possível destacar que estamos diante de um problema histórico, o qual ainda hoje, está aumentando no Brasil, porque o tabu existente nas famílias é muito grande, como também, o uso indiscriminado de medicações pós exposição, as quais se tornaram justificativas para não utilização de camisinha.

Primeiramente, é importante destacar que o principal meio para o aumento de IST no país é a falta de diálogo e orientação dentro das famílias, o que faz com que os jovens negligenciem a importância do preservativo para a saúde. Dessa forma, faz-se valer as palavras do Padre Antônio Vieira, “a boa educação é moeda de ouro, em toda parte tem valor”, o que demonstra que a educação sexual é de grande valia para a sociedade, já que direciona os jovens a reduzirem o índice de infecções transmissíveis. Logo, é evidente que o tabu é um agravante dessa problemática, o qual pode ser solucionado por meio de um conhecimento básico sobre a transmissão e os agravantes dessas doenças.

Por outro lado, é necessário salientar que o uso de profilaxias pós exposição (PREPS) tornou-se quase rotineiro, porque estão sendo utilizados erroneamente como um substituto ao preservativo, o que não se justifica, já que a sua função é prevenir o HIV, enquanto outras doenças como sífilis e gonorreia continuam a serem transmitidas. Além disso, vale ressaltar que segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População, cerca de 6 em cada 10 pessoas fez sexo sem camisinha no ano de 2017, o que mostra que o problema existe, pois isso contribui para o aumento de doenças transmissíveis, uma vez que o uso de PREPS não abrange todo o complexo de infecções sexuais.

Portanto, é indispensável enfatizar que existe um descaso na educação sexual, da qual deixa de orientar corretamente os jovens, estes que acomodam-se utilizando profilaxias pós exposição. Por isso, cabe ao Ministério da Saúde realizar campanhas de educação sexual voltada para os pais, estes que devem direcionar seus filhos a cuidarem da sua saúde. Desse modo, deverão veicular vídeos de indivíduos portadores de IST’s na televisão aberta e em redes sociais, a fim de estimular os responsáveis pelos jovens brasileiros, para que evidenciem a importância da camisinha na saúde. Por consequência os índices de infecções transmissíveis poderão ser reduzidas.