O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 16/09/2019

A sociedade está doente pois apresenta muitos casos de DSTs.

O aumento de DSTs entre jovens brasileiros apresenta-se como uma questão muito debatida hodiernamente. Desse modo, para melhor compreendê-la e enfrentá-la, deve-se destinar um conjunto de olhares e esforços acerca dessa problemática. Nesse sentido, faz importante comentar sobre a imprudência dos jovens e , não menos relevante, sobre a influência da cultura sobre o sexo desprotegido.

Primeiramente, cabe abordar a notoriedade que a imprudência dos jovens possui para o aumento do número de casos. Embora exista campanhas do ministério da saúde e distribuição de preservativos gratuitamente, o número de DSTs cresce de maneira exponencial. Além disso, vivencia-se hoje uma realidade de múltiplos parceiros sexuais o que contribui ainda mais para a proliferação de doenças, visto que , na maioria das vezes, não é utilizado nenhum tipo de preservativo seja feminino seja masculino. Desse modo, a noção de fato social proposta por Durkheim, baseada em valores e ações que contribuem para exercer um controle social, mostra que a sociedade está doente , uma vez que apresenta muitos casos de DSTs que poderiam ser evitados.

Por conseguinte, outro ponto é a influência que a cultura possui sobre o sexo desprotegido. Embora tenha-se progredido bastante no quesito equidade social, o estado do Rio Grande do Sul ainda preserva raízes machistas muito fortes e assim contribuí para a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. Nesse viés, é comum a família cobrar uma postura ofensiva dos meninos frente a um pensamento estereotipado de que o homem precisa provar sua masculinidade através do sexo. Nessa perspectiva , segundo o Jornal Zero Hora, Porto Alegre é uma das capitais com maior índice de HIV positivo, fato que ratifica tal fundamento.

Em suma , o Governo , como defensor dos direito da população e do bem-estar social, deve, por meio da secretaria de saúde, proporcionar assistência médica mais efetiva tanto para prevenção tanto para o tratamento de doenças sexuais. Ademais, deve-se utilizar da educação, principal elemento transformador na sociedade, para conscientizar os alunos, por meio das aulas de biologia, sobre a gravidade de não se utilizar preservativo e suas reais consequências. Logo, será possível construir um corpo social ético, harmonioso e saudável.