O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 27/09/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, o aumento de DSTs entre jovens brasileiros impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na banalização dos jovens frente às doenças sexualmente trasmissíveis. De acordo com uma pesquisa feita pela Pcap, em 2013, 43,4% dos adolescentes entrevistados não protegeram-se durante sexos casuais. Diante do exposto, obeserva-se que um dos meios mais seguros de prevenção caiu em desuso.
Faz-se mister, ainda salientar a ausência de educação sexual nas escolas como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da ‘‘modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é indispensável o ensino sexual no sistema educacional do país, tendo em conta a desinformação da maioria dos jovens sobre as doenças sexuais. Conforme a pesquisa feita pela Pcap, é evidenciado que 21,6% dos adolescentes acreditam que existe cura à AIDS, desconhecendo a irreversibilidade da enfermidade. Desse modo, corrobora-se que a falta de ensino sexual nas instituições educacionais brasileiras relaciona-se com o aumento de DSTs na população jovem.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Dessa forma, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve elaborar uma série curricular mais ampla sobre sexualidade, que seja executada desde o ensino fundamental e se aprofunde com o avanço da idade do aluno, por meio de aulas lúdicas e interdisciplinares, um fim de promover uma discussão verdadeira e gerar informações concretas para jovens. Ademais, a mídia deve criar propagandas instrutivas sobre educação sexual, afim de estimular o início de uma conversa entre a família e a crítica social. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições de saúde e sociais desse grupo e alcançar uma sociedade integrada.