O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 23/09/2019

Em meados do século ll a.C, os Romanos utilizavam envoltórios para se protegerem de doenças sexualmente transmissíveis, que eles acreditavam ser castigos da deusa do amor Vênus, surgindo assim o que é conhecido atualmente por doenças venéreas.No Brasil, entretanto, o aumento no número de DST´s reflete em um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada em nossa coletividade. Esse impasse se apresenta contemporâneo devido não só pela irresponsabilidade dos jovens, como também pela negligência da escola e dos pais em não abordarem o assunto.

Em primeiro lugar, as relações sexuais sem preservativos têm colocado em risco a juventude brasileira. A par disso, o lema Carpie Diem, abordado no período barroco por Gregório de Matos Guerra, mostra a falta de preocupação com o futuro, vivendo o hoje de maneira intensa sem refletir nas consequências. Nesse viés, lamentavelmente, muitos só pensam na camisinha para prevenir uma gravidez, e negligencia quanto a prevenção de DST’s. Resultado manifesto disso é publicado pela Abifarma- Associação Brasileira de Industrias Farmacêuticas- que afirma a morte de cerca de 20 mil jovens anualmente.

Outrossim, muitos jovens não recebem as devidas informações quanto as doenças.Isso posto, conforme o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Á vista disso, é seguro afirmar que muitos pais não falam sobre este assunto com os filhos, o que pela escola também não é abordado as crianças e aos pré adolescentes. Infelizmente,a falta de informação desses principais meio de formação educacional, corrobora ao aumento de doenças sexualmente transmissíveis.

Portanto, é imperioso que intervenções sejam empregadas para amenizar o impasse. Inicialmente, o Estado, juntamente com o Ministério da Educação, deve incluir na matriz curricular a partir do ensino fundamental I, aulas de educação sexual, por meio de palestras com profissionais da saúde, a fim de que as DST’s entre os jovens venha se reduzir.