O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/09/2019
O conhecimento está diminuindo, os números estão aumentando. Somente em 2016 foram contabilizados 38.090 casos de AIDS no país, de acordo com o Ministério da Saúde. A realidade apresentada por produções cinematográficas da década de 90, como Trainspotting e Kids - em que jovem negligenciam atitudes básicas de proteção a saúde - está cada vez mais comum. Tais descasos comportamentais derivam da falta de educação sexual, que impacta diretamente na banalização de preservativos pela falta de conhecimento a cerca das doenças.
De maneira equivocada, nasceu e desenvolveu-se um discurso vulgarizando as relações sexuais, de forma a moralmente criminalizá-las. À medida que o corpo social configura esse véu de censura, torna-se cada vez mais difícil a disseminação de informações sobre o assunto. Contradizendo o heterônimo Alberto Caeiro, quando ressalta que a ignorância poupa sofrimento, no tema em questão, é de extrema relevância o conhecimento voltado ao ato sexual, pois, somente assim, faz-se possível a prevenção de doenças.
Outro fator preponderante é que, estando ciente de todos os males causados por DSTs, os indivíduos, principalmente jovens, zelariam mais o uso de preservativos. Em uma pesquisa realizada pela PCAP, em 2013, quantificou-se que 43,4% dos entrevistados não utilizaram métodos de proteção durante o sexo e 74,8% nunca fizeram exame para AIDS. Evidenciando dessa forma, a falta de preocupação dessa pessoas, sendo essa resultado das construções ideológicas do país.
Portanto, visto que as atuais ações do Ministério da Saúde não estão alcançando o resultado almejado, vê-se inegável a necessidade de uma nova postura governamental. Logo, para conquistar diminuições efetivas nos casos de jovens com DSTs, os órgãos de saúde devem mesclar com os da educação, confeccionando então projetos de educação sexual dentro das escolas, desde o primário, para assim, formar cidadãos brasileiros conscientes e prevenidos.