O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 21/09/2019

Na década de 1980, o vírus da AIDS, até então desconhecido, atingiu uma relevante parcela do contingente demográfico mundial, o qual causou as mortes de ícones nacionais e internacionais, com Renato Russo e Freddie Mercury, o que instaurou o medo na sociedade. Contudo, no atual contexto, em função das descobertas de tratamentos, a realidade da população brasileira revela uma crescente banalização quanta às periculosidades das DSTs, a qual legitima o aumento dessas doenças entre os jovens. Logo, faz-se relevante avaliar as ocorrências de tais imbróglios, sejam pelas negligências intrínsecas à sociedade, seja pela formação socioeducativa fragmentada.

A priori, convém observar que, após o surto da AIDS, houve um intenso esforço de médicos e cientistas com a tarefa de descobrir tratamentos capazes de mitigar essa doença. Nesse sentido, mediante ao surgimento de medicamentos que controlam os efeitos da AIDS, notou-se a comodidade populacional em relação aos usos de preservativos capazes de evitar a proliferação de DSTs, que atingem, de forma contundente, os jovens. Dessa forma, tal imbróglio está aliado ao fato de muitos adolescentes estarem desprovidos de orientações sexuais, pois, de acordo com o filósofo e ativista Michel Foucault, há uma excessiva negação e terceirização no que tange o debate a temáticas relacionadas ao sexo, o que revela a persistência  de sensos comuns na sociedade brasileira, os quais legitimam a ideia de que os diálogos referentes a esse assunto, irão incentivar