O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 23/09/2019

No limiar do século XXI, a circulação de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre os jovens aparece como um dos problemas mais evidentes na sociedade brasileira. A partir de tal questão, muitas pessoas desenvolvem graves problemas crônicos de saúde, como a Aids, ou morrem. Nesse contexto, é indispensável salientar que a omissão do poder público e da sociedade está entre as causas da problemática, uma vez que o assunto não é devidamente abordado, tampouco combatido. Diante disso, vale discutir as implicações que as DSTs podem motivar para a saúde pública e a importância da educação para o desenvolvimento do país.

Em uma primeira abordagem, é fundamental destacar a insuficiência de esforços do poder público como como causa do aumento de DSTs entre os jovens brasileiros. Nesse sentido, o filósofo Thomas Hobbes sustenta a ideia de que o Estado tem o dever, sobretudo, de velar pela saúde dos cidadãos. Todavia, observa-se uma deturpação de tal pressuposto. A esse respeito, a disponibilidade de preservativos não é acessível a todos, na medida em que os baixos investimentos governamentais no setor aumentam seu valor de mercado. Ademais, o principal método de preservação de saúde, a camisinha, apesar de ser distribuída gratuitamente em postos de saúde, a quantidade ofertada é insuficiente. Na contramão desse cenário, o sociólogo francês Jacques Bossuet defende o pensamento de que a saúde depende mais dos métodos preventivos do que, de fato, dos médicos.

Outrossim, cabe analisar, ainda, a relevância da educação no combate a DSTs. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Logo, ao crescer em um ambiente onde há desconhecimento sobre os objetivos dos preservativos, o jovem torna-se suscetível a não usar tais métodos de prevenção de saúde, como a camisinha, nas relações sexuais. À vista disso, as escolas brasileiras, contudo, negligenciam a saúde dos jovens ao não abordar a educação sexual, o que fomenta o aumento de DSTs entre esse grupo de pessoas. Nesse aspecto, estudos do Instituto de Pesquisa de Campinas indicam que quando a educação opera na conscientização dos jovens adolescentes no combate às DSTs, o risco da pessoa ser infectada diminui 75%.

Portanto, são necessárias medidas para retardar os índices de jovens infectados por DSTs. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, solicitar o direcionamento de, pelo menos, 10% das arrecadações das prefeituras para o combate a essas enfermidades. Nesse projeto, mais camisinhas deverão ser distribuídas gratuitamente em postos de saúde, além de profissionais da saúde serem contratados para palestrar em todas escolas sobre a importância dos métodos preventivos. Com isso, espera-se uma redução da quantidade de infectados.