O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 18/09/2019
Desde as primeiras civilizações, a promiscuidade era comum e considerada natural, sendo um dos motivos para o surgimento das doenças venéreas, termo que possui referência à deusa do amor Vênus. Desta forma, isso foi se mantendo nos comportamentos que são mostrados atualmente, em que as relações humanas, principalmente as sexuais se tornaram cada vez mais superficiais e descartáveis, promovendo um aumento considerável de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) entre os jovens brasileiros.
É importante lembrar que, segundo o Programa de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças do Ministério da Saúde, a construção de práticas adotadas pelos jovens, enfatizando o aumento dos comportamentos de risco, como o consumo de álcool, drogas, ter vários parceiros e as relações sexuais sem proteção, são fatores potencializadores para adquirir uma DST.
Somando-se a isso, a diminuição do medo e a certeza da cura para o HIV e outras DSTs, faz com que esses jovens se aventurem e banalizem situações perigosas, como a roleta russa sexual e escolher parceiros às cegas, se envolvendo em grupos de risco. Assim, o DIAHIV do setor de produção do DATASUS do Ministério da Saúde, corrobora o aumento de casos e disponibiliza os boletins epidemiológicos das principais doenças sexuais infectocontagiosas em 2018, o percentual de 52,6% de novos casos de HIV em jovens de 20 a 34 anos e em razão do sexo, foi de 26 homens para cada 10 mulheres. E as Hepatites, houve aumento de 38,2% em jovens em 2019.
Diante disso, é importante promover programas e implantar ações que desmistifiquem essas doenças aos jovens. Primeiramente, estruturar programas preventivos nas escolas, desde a educação infantil até o ensino médio, com parceria do Governo Federal, estados e municípios, com aulas específicas sobre as doenças, a sexualidade e mecanismos de proteção, mantendo os alunos atualizados e enfatizando o autocuidado, riscos, benefícios e consequências em apresentações de casos fictícios, a fim de ampliar conceitos, buscar envolvimento, refletindo estratégias ativas para resolução de problemas e finalmente aprendizado. Além disso, organizar treinamentos específicos à rede, aos professores e demais servidores, desenvolvidos pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, no intuito de clarificar sobre conceitos, identificar comportamentos de riscos nas escolas, auxiliar nas intervenções e promover a psicoeducação. Em síntese podemos pontuar o que Monteiro Lobato já dizia, “um país é feito por homens e livros”.