O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/09/2019
A AIDS, na década de 70, era uma doença tratada pela população conservadora como um castigo a pessoas com estilo de vida desregrado- homossexuais e profissionais do sexo. Entretanto, hodiernamente, assim como a AIDS, outras doenças sexualmente transmissíveis( DST) acomete a população jovem na sociedade brasileira. Nesse contexto, a falta de diálogo e a ausência de prevenção são razões de tal problemática.
Em primeiro plano, ressalta-se que, de acordo com Durkheim, a família é uma instituição fulcral da sociedade e uma parte importante da estrutura social. Dessa forma, mostra a relevância do diálogo entre pais e petizes para formação individual. Sobretudo porque, geralmente, é na fase da adolescência que os jovens iniciam a vida sexual, necessitando de instrução para aprender a se previnir de possíveis DSTs- Sífilis, Gonorreia, Herpes e entre outras. Basta ver que, por ser um assunto visto como um TABU, pais e responsáveis não conseguem tratar abertamente, deixando, assim, um lapso de informação que contribui o aumento dos casos de jovens com doenças sexualmente transmissíveis. Logo, é imprescindível conversas sobre esse assunto, a fim de reduzir as contaminações.
Em segundo plano, outro fator que contribui para o aumento de casos de DSTs é a relação do uso do preservativo apenas como um método contraceptivo. Isso porque os jovens associam que o uso de camisinha serve somente para impedir uma possível gravidez. Dessa forma, ao fazer uso de outros métodos esses esquecem os riscos de contrair um doença. Ilustra esse cenário a pesquisa “Juventude, comportamento e DSTs/Aids”, a qual retrata que quatro em cada dez brasileiros de 18 a 29 anos ouvidos admitiram não ter usado preservativo na sua última relação sexual. Com isso, revela o preocupante panorama vivido na sociedade brasileira.
Dessarte, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, é indispensável que as escolas- como instituições responsáveis pela formação intelectual e crítica do indivíduo- auxiliem à informação dos jovens, mediante a criação de reuniões para debater sobre educação sexual com profissionais especializados, uma vez que essas possam envolver responsáveis e alunos para romper com o “tabu” sobre tal assunto. Assim, poder-se-á construir uma sociedade na qual os jovens são informados e conscientes da necessidade da prevenção durante o ato sexual.