O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 18/09/2019
Com os avanços tecnológicos provenientes, sobretudo, da Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, foi possível notar inúmeras inovações no campo medicinal, como os métodos contraceptivos. Apesar disso, hodiernamente, no Brasil, o crescente quadro de IST’s entre os jovens mostra-se, no mínimo, preocupante. Nesse viés, dois fatores, acima de tudo, fazem-se relevantes: a ausência de um planejamento educacional voltado ao tema e a cultura das relações sexuais sem preservativos. Assim, medidas são imprescindíveis para atenuar essa questão.
A priori, é importante destacar o papel da educação na formação dos indivíduos. Nessa perspectiva, John Dewey, filósofo norte americano, afirma: ’’ A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida’’. Nessa ótica, percebe-se que a educação é de suma importância na construção do ser, principalmente diante do preocupante quadro comportamental observado dos jovens que estão inserido em uma vida sexualmente ativa, já que 21,6% desses acham que existem cura para a Aids, segundo o site UOL. Evidencia-se, assim, a necessidade de planejamentos educacionais nos mais diversos âmbitos, em especial, no tocante as relações sexuais, a fim de garantir um comportamento adequado e, por conseguinte, a prevenção de doenças.
A posteriori, é válido ressaltar que a cultura do sexo sem preservativos contribui, de forma imperiosa, com o quadro das infecções sexualmente transmissíveis. Tal afirmação é comprovada pela Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População (PCAP) divulgada em 2016, a qual revela que 60% dos jovens entre 15 e 24 anos fez sexo sem preservativo no ano anterior à pesquisa. Revela-se, dessa maneira, o costume inadequado presente nas relações sexuais, esse sendo potencializado nas áreas menos favorecidas economicamente, as quais, geralmente, não têm acesso às informações necessárias. Nessa perspectiva, nota-se a insuficiência governamental quanto aos planejamentos sociais, além da necessidade do desprendimento cultural do sexo sem camisinha.
Diante do exposto, percebe-se a necessidade de mudanças a fim de diminuir o quadro preocupante das IST’s. Logo, cabe ao governo federal, somado à figura dos governos estaduais, desenvolver campanhas de conscientização da importância do uso dos preservativos, de modo que, através da grande mídia seja possível tal campanha atingir todas as classes sociais. Além disso, compete ao Ministério da Educação a criação e gerenciamento de projetos escolares, os quais, através de palestras e atividades, promovam um comportamento sexual adequado nos jovens. Dessa maneira, espera-se a diminuição dos indices de doenças sexualmente transmissíveis e, por conseguinte, uma vida social harmoniosa.