O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 18/09/2019

Na sociedade contemporânea, nota-se que as gerações que não conviveram com a perda de ícones da música para as DSTs, como Cazuza, negligenciam as medidas profiláticas. Nesse cenário, cresce no Brasil os índices de contaminação entre os jovens, sendo, portanto, reflexo da despreocupação desse grupo e do descaso do Estado quanto a campanhas de prevenção.

Mormente, o posicionamento dos jovens brasileiros se assemelha ao “Carpe Diem” difundido na escola literária Barroca, tendo em vista sua característica de viver intensamente os prazeres da vida sem a preocupação com as consequências. Ainda que o Brasil possua um sistema de referência mundial quanto a distribuição de tratamentos e a realização de testes para as DSTs, o número de indivíduos novos que estão contraindo essas doenças é elevado. Sob essa ótica, é possível avaliar que a negligência desse grupo de pessoas pode estar relacionada a falsa sensação de que não deve haver preocupação por existir tratamento. Com isso, o corpo social vive um cenário perigoso, em que o crescimento dos índices pode gerar, no futuro, um número exacerbado de contaminação nacional.

Ademais, a partir da leitura da Constituição de 1988 fica evidente que o Estado tem a obrigação de garantir o direito a saúde de seus cidadãos. Todavia, ainda que o Sistema Único de Saúde, o SUS, forneça a infraestrutura necessária para a realização de testes, tratamentos e profilaxias de DSTs, existe um descaso no que tange as campanhas de prevenção. Nesse contexto, cresce ,hodiernamente, o número de jovens com essas doenças no país. Sob essa perspectiva, vale ressaltar que esse grupo mais afetado, atualmente, carece de informações básicas, visto que essas são divulgadas, sobretudo, no carnaval e negligenciadas logo após. Dessa forma, é indispensável que os jovens tenham mais acesso a todos os recursos possíveis no combate a essa mazela, evitando, assim, que os índices aumentem cada vez mais.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de mudanças no perfil de DSTs no Brasil, para que as futuras gerações não convivam com essa mazela. Para que isso ocorra, é indispensável uma parceria entre o Ministério da Saúde e os canais midiáticos, tanto televisivos quanto na internet, promovendo campanhas de prevenção à essas doenças. Tal ação, deve esclarecer os perigos da negligencia do uso de preservativos, informar sobre a infraestrutura disponibilizada pelo SUS e também explicar as consequências da contaminação. Isso deve ocorrer, por meio de vídeos curtos e sucintos, que sejam atrativos aos jovens, realizados por profissionais da saúde e por portadores dessas enfermidades. Com isso, será possível atingir um grande número de indivíduos alvo, alcançando, em breve, a redução dos índices de contaminação entre eles.