O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 18/09/2019
Em 1490, a Europa começava a se recuperar da propagação da peste bubônica. Porém, com o aumento da população, novas doenças surgiram, como o caso da sífilis, no qual seu contágio ocorreu em uma velocidade alarmante devido a falta de conhecimento de sua origem. Contudo, o cenário atual não está longe do que transcorreu no final do século XV, dado que, apesar da distribuição de preservativos, o número de jovens brasileiros que não os utilizam cresce a cada ano, e com isso, há uma expansão dos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) dentro da sociedade. Deste modo, é necessário analisar o fenômeno para que se possa contorná-lo.
Em primeiro lugar, é importante destacar que existe a distribuição gratuita de preservativos masculinos e femininos em qualquer serviço de saúde pública. Entretanto, segundo uma pesquisa realizada em 2017 pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), dos dois mil homens ouvidos entre 15 e 25 anos, em 10 capitais brasileiras, apenas 31% usam preservativo. Esse fato decorre do pouco conhecimento da população acerca dos perigos do não uso de camisinhas, pois mesmo com campanhas que estimulam sua utilização, muitos cidadãos vêem essa prática como desnecessária, gerando assim um número alarmante de casos de ISTs no país.
Ademais, segundo dados do Ministério da Saúde, em 2017 houve um aumento de 85% nos últimos 10 anos acerca dos casos de HIV e Aids no Brasil. Esse acontecimento está presente pela falta de conscientização do público jovem a respeito dos males advindos das relações sexuais desprotegidas, pois muitos não recebem a devida orientação através dos pais, que se sentem intimidados em falar sobre o assunto com os filhos. Além disso, a carência de aulas sobre ensino sexual nas escolas prejudica a transmissão de informações sobre a necessidade do uso de preservativos e os motivos para estes serem utilizados durante as relações.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o cenário atual. Para a conscientização da população a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, forneça, por meio de verbas governamentais, palestras em instituições de ensino que abordem a importância dos preservativos e os riscos de se contrair ISTs, e para que haja um maior alcance de indivíduos, estas devem ser divulgadas através das redes sociais e das grandes mídias. Além disso, cabe ao Ministério de Educação e Cultura (MEC) fornecer uma base de educação sexual nas escolas, para que os jovens sejam instruídos a buscar informações acerca dos cuidados com sua saúde durante as relações, pois segundo o artista renascentista Leonardo da Vinci: “Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende”.