O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 20/10/2019
Na Ditadura militar, o Brasil deu passos largos no que tange a saúde pública, uma vez que foi nesse período que surgiu as primeiras bases do Sistema Único de Saúde. Dessa maneira, se tornou mais fácil tratar as Doenças Sexualmente Transmissíveis que assolava o país, principalmente entre os jovens. Não obstante, o avanço no combate gerou um quadro de banalização das doenças, à medida que os tratamentos se tornaram acessíveis para todas as camadas sociais; desse modo, programas como o coquetel contra a Aids dão a falsa impressão de que essas enfermidades são menos graves. Diante disso,urge a necessidade de novas ações para seu efetivo combate.
Diante desse cenário, é evidente a leniência do Estado no que se refere à luta contra as DST´s, visto que as campanhas de prevenção são intermitentes; além do mais, a acomodação do achar que tudo está resolvido, foi o estopim para a volta da epidemia de doenças sexuais. Nesse contexto, o personagem Jeca Tatu, criado por Monteiro Lobato, demonstra o quanto faz-se necessário erradicar doenças que acometem enorme parte da população, porquanto, sua imagem é uma forte representação do cidadão que fica à mercê de enfermidades. Assim sendo, é de extrema importância reverter esse panorama.
Ademais, falar sobre sexo e o uso de métodos contraceptivos ainda é tabu no Brasil. Todavia, a educação sexual, além de deixar claro que a camisinha previne a gravidez ensina, sobretudo, que essa é a via mais eficaz de prevenção ao contágio de DST´s; além de preparar o jovem para a questão do abuso sexual. Sob essa perspectiva, o documentário vencedor do Oscar “Absorvendo o tabu”, mostrou a realidade da sociedade indiana que vive à custa de mitos sobre a menstruação, no qual as meninas têm vergonha e até abandonam a escola, vítimas de um impregnado tabu. Contudo, essa realidade não está restrita à Índia , já que no Brasil, principalmente no interior, muitos jovens não têm conhecimento sobre esses assuntos, pois a família e as escolas não estabelecem um diálogo acerca dos cuidados com a saúde sexual.
Logo, é imprescindível que a educação sexual seja um assunto recorrente e bastante debatido entre os adolescentes. Dessa forma, cabe ao MEC, responsável pela educação nacional, a criação de uma lei que defina o que precisa ser ensinado nas escolas, uma vez que o que existe são orientações técnicas sugestivas. Posto isso, os jovens, ao debaterem sobre o tema e vivenciarem a realidade de pessoas que têm sífilis, por exemplo, através de visitas à hospitais, terão mais conhecimento , medo de contrair e precaução; levando à diminuição de casos de DST´s.