O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 18/09/2019
Promulgada pela ONU em 1948 a Declaração dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e bem-estar social. Não obstante, o aumento de jovens brasileiros infectados com DSTs, impossibilita parcela da população de desfrutar desse direito universal. Nessa perspectiva, é cabível avaliar os vetores que favorecem esse quadro.
Em contraste com o avanço da medicina e o acesso a medidas preventivas, existe uma conflituosa adaptação dos indivíduos quanto a proteção sexual. Em uma pesquisa PCAP de 2013, constatou-se que seis em cada dez jovens entre 15 e 24 anos fazem sexo sem o uso de preservativos. Diante do exposto, percebe-se displicência e desinformação com relação ao tema.
Sob esse viés, é necessário salientar que algumas ações já estão em vigor. Exempli gratia, o acesso gratuito a preservativos e testes para diagnóstico de Sífilis, Hepatites B e C, e HIV, via Sistema Único de Saúde. Entretanto, vê-se que isso não é suficiente para impedir a crescença da problemática, pois aliado a falta de comunicação entre a família e a escola sobre a temática, as estatísticas mostram o aumento da ocorrência dos casos.
Isto posto, a saúde da juventude brasileira é colocada em xeque. Urge a necessidade do ministério da Saúde em conjunto com o MEC, da criação de campanhas midiáticas governamentais de conscientização, com apoio da imprensa, para a divulgação destas em meios de comunicação de e redes sociais. Conjuntamente, a participação das instituições de ensino é imprescindível. Devem ser ministradas palestras e seminários, com auxílio de especialistas da área da saúde, sobre as formas de contato. O homem é aquilo que a educação faz dele, defendia o filósofo Immanuel Kant. Para garantir o acesso da população ao direito constitucional e universal à saúde, devemos instruir os jovens a modo que saiam das sombras da ignorância, assim como na alegoria da caverna de Platão.