O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 14/10/2019
“Sex Education”, recente série da Netflix, retrata as tribulações cotidianas vividas pelos jovens do século XXI ocasionadas por dúvidas e questionamentos sobre sexo, assunto que ainda revela-se um tabu social. Concomitantemente, no Brasil, nota-se que uma das principais causas do aumento alarmante de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) é a ausência de um acompanhamento de caráter educacional sobre o tema. Por isso, questões como a necessidade de ser trabalhado, com esses indivíduos, um maior senso de responsabilidade sobre o seu corpo e do parceiro, tanto quanto um melhor acesso à informações sobre métodos de prevenção e seu uso correto são imprescindíveis para a diminuição desse quadro.
Em primeira análise, a indispensabilidade de uma ascensão na responsabilidade da juventude brasileira sobre essas patologias é um passo substancial para evitar ações precipitadas e precoces que geram consequências para todos, devido a fácil propagação dos vírus. Com isso, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PENSE), em 2017, quase metade dos adolescentes entre 13 e 15 anos não usaram preservativos em sua primeira relação de sexo casual. Por conseguinte, tal fato demonstra o descaso e a inconsequência dos jovens que necessitam de uma assistência para reverter o caso.
Já em segundo âmbito, a escassez de instruções sobre prevenção indica o porquê da urgência dos aconselhamentos sexuais, pois, nas primeiras relações, o jovem, geralmente, não conhece o método correto de usar o preservativo detalhadamente ou acredita que o uso dele serve apenas para evitar a gravidez. Por isso, ao consultar informações de 2009, quando o Brasil tinha o projeto “Saúde e prevenção nas escolas” e o governo dava a devida importância para essa questão, os dados do Ministério da Saúde indicavam um aumento de 20% no percentual de adolescentes que se protegiam. No entanto, comparando com os fatos mais recentes, apresentados pela PENSE, há uma estagnação, motivado pela atual existência de um maior descaso com a educação sexual.
Em síntese, a falta de uma abordagem que oriente sobre essas relações, impossibilita uma maior responsabilização dos jovens brasileiros no combate contra as ISTs. Logo, faz-se necessário uma maior difusão de informações para os adolescentes por meio da criação de um canal no Youtube sobre educação sexual, com a participação de professores e profissionais da área da saúde, em parceria com o Ministério da Educação e Cultura, no intuito de conscientizar e esclarecer possíveis duvidas, de forma prática, atual e mais convidativa para a juventude que nem sempre sente-se confortável para falar sobre sexo nas escolas. Assim, a partir dessas ações, é possível ter uma vida sexualmente saudável, não transformando os conflitos vivenciados na série em realidade.