O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 19/09/2019
A Primeira Lei de Newton, a Lei da Inércia, afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força atue sobre ele e mude o seu curso. Diante de mesma óptica, observa-se que o crescente número de jovens com DST´s é um problema que continua a persistir em nossa sociedade. Nesse contexto, a perda do medo de contrair tais enfermidades e os tabus acerca desse tema, configuram-se como agentes agravantes da situação atual.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a questão de que nos dias atuais a maioria das doenças sexuais possuem cura e tratamento eficaz, resultado do desenvolvimento da medicina ao longo das décadas. No entanto, o fato de várias DST´s não serem mais sinônimos de “sentença de morte”, como por exemplo a AIDS, contribui atualmente para sua própria disseminação, pois, acabam sendo banalizadas por muitos indivíduos entre 16 e 25 anos. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas, entre 2010 e 2018 o Brasil registrou um aumento de 21% em novas infecções por HIV na população jovem. Logo, observa-se como as possibilidades de sucesso nos tratamento das doenças transmitidas pelo ato sexual corrobora para despertar entre os jovens o sentimento de descaso.
Ademais, o fato de o sexo ainda ser um tabu em nossa sociedade contribui para deixar a situação ainda mais fora de controle, pois, ao se evitar conversar sobre essas questões em casa ou nas escolas, é privado do jovem o conhecimento dos perigos acerca dessa problemática. Segundo pesquisas divulgas pela Etiópia, apenas 25% dos pais falam sobre sexo com os filhos. Diante disso, mesmo não querendo, famílias e instituições de ensino colaboram para que número de casos de DST’s aumente. Assim, tais atitudes relacionam-se com o conceito de banalização do mal trazido pela socióloga Hannah Arendt: os seres humanos podem realizar ações destrutivas mesmo sem qualquer intenção maligna.
Fica evidente, portanto, a necessidade de uma tomada de medidas que alterem este cenário, tais como: a implantação de aulas sobre educação sexual nas escolas públicas e privadas, por meio do Ministério da Educação e Cultura sob intermédio da Nova Base Curricular Comum, com foco em temas de como se fazer o uso correto dos diversos métodos contraceptivos, para que os jovens sejam conscientizados e não banalizem os perigos que as doenças sexuais representam. Além de, nessas mesma aulas, por meio de convites oferecidos aos responsáveis, sejam ministradas palestras do educadores com os pais, ensinando-os abordagens de como falar sobre sexo com os filhos, para que aos poucos tal tema deixe de ser um tabu. Deste modo, será possível encontrar um meio que funcione como a força definida por Newton, capaz de realizar mudança no percurso dos aumento de casos de DST´s de sua permanência para seu fim.