O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 19/09/2019
Nos anos 80, o Brasil não se agitava somente com o Rock and Roll, o HIV e inúmeras outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) assombravam o país. Não tão distante dessa realidade, nota-se o repentino aumento no número de casos de DSTs, sobretudo entre os jovens, os quais têm negligenciado a prevenção. Diante disso, é imprescindível uma ação governamental em conjunto com a educação, tendo em vista a redução dos índices.
A priori, sabe-se que diferentemente do século passado, quando o HIV, por falta de conhecimento na área, levou muitos brasileiros ao óbito, a exemplo de Cazuza e Renato Russo, já há tratamento e é possível conviver com esse vírus. Nesse contexto, os jovens não têm mais tanto medo quanto antes, o que os leva a não se preocupar com a prevenção e a ter relações sexuais sem preservativo. Em decorrência dessa banalização das DSTs, tem-se o aumento das estatísticas relacionadas a elas. Prova clara disso é que, conforme a revista Abril, 1,8 milhões de pessoas contraíram, no ano de 2016, o HIV.
A posteriori, o modo como o ensino é conduzido no Brasil tem ajudado a aumentar os índices. Nesse âmbito, a educação, funcionando como um sistema de seleção empresarial, tem se mostrado incompetente para informar e alertar acerca de temas relevantes socialmente, especialmente as doenças sexualmente transmissíveis. Desse modo, o potencial de formar indivíduos transformadores da realidade coletiva, concebido à educação por Paulo Freire, torna-se limitado. Consequência direta dessa inversão do papel educacional e da falta de educação sexual nas escolas é a negligência dos cuidados e o decorrente aumento dos casos de DSTs.
Portanto, a fim de erradicar a expansão das DSTs, faz-se necessário que o MEC, órgão do governo responsável pelo planejamento educacional, promova, em parceria com o Ministério da Saúde, a educação sexual, por intermédio de ferramentas pedagógicas, que orientarão acerca das consequências das doenças, com o objetivo de induzir a prevenção entre os jovens. Assim, o ensino poderia cumprir com sua obrigação e o Rock and Roll seria o único a agitar o Brasil.