O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 18/09/2019
“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo o filósofo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância, de modo que, ultrapassa a própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade para os indivíduos jovens, que são os mais afetados com as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Sendo assim, ao invés de agirem para aproximar a realidade descrita por Platão da vivenciada por esses indivíduos, o sistema público de saúde e as escolas contribuem para a situação atual.
Ademais, a ausência da educação sexual nas instituições de ensino do país, corrobora para o problema. Segundo Paulo Freire, educador brasileiro, a educação sozinha não pode transformar a sociedade, contudo, sem ela, a sociedade tampouco pode mudar. Sob tal ótica, é indispensável o ensino sexual no sistema educacional do país, tendo em vista a desinformação dos jovens sobre as doenças sexuais. Prova disso, de acordo com o Ministério da Saúde, por ano, 40 mil pessoas são diagnosticadas com doenças transmitidas pelo sexo.
Outrossim, no artigo 196 da Constituição de 1988, informa-se que é direito de todos e dever do Estado garantir à saúde. Sendo assim, em tese, esse direito asseguraria a qualidade de vida dos jovens, porém as políticas públicas governamentais acerca desse debate, são temporárias e ineficazes. A propósito, as campanhas contra as doenças sexualmente transmissíveis são disseminadas em sua grande maioria no carnaval, além disso contém a função poética dos textos limitada, sem chamar a atenção do receptor. Com efeito, tal descaso e ineficácia acarreta grandes gastos aos cofres públicos, pois os tratamentos são gratuitos e de longo prazo.
Portanto, é mister que o Estado tome medidas para amenizar o quadro atual. Cabe, ao Ministério da Educação (MEC) inserir na grande curricular, aulas de educação sexual, visando informar os riscos e a prevenção das doenças. Paralelamente, inserir campanhas televisivas acerca das contaminações e prevenções durante o ato sexual. Só assim, os indivíduos não só viveram, mas viveram bem, como a premissa de Platão.