O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 26/09/2019

O surgimento de preservativos na história antiga se deu para combater surtos de infecções sexualmente transmissíveis causadas por vírus, bactérias e parasitas. Nesse ínterim, à medida que se pregava ideais hedonistas, bem como vendia-se a promiscuidade nas mídias, o número de jovens com doenças venéreas aumentava, a perpetuar assim até a contemporaneidade, posto que eles são uma parcela compulsiva em suas ações. Desse modo, hoje é vital esclarecer de forma profunda os reais impactos dessa problemática para obter uma população mais responsável em manter a integridade da saúde interpessoal.

Nesse contexto, a revolução sexual, movimentos feminista e hippie, por exemplo, ancoraram conceitos de liberdade sexual à narrativas de ’’ meu corpo, minhas regras’’. Por consequência, essa ‘‘permissão’’ à juventude na busca pelo prazer do indivíduo concedeu espaço à imprudência, pois opiniões levianas julgaram ser mais agradável e viril ter relações sexuais sem proteção adequada. Outrossim, a camada jovem erra ao pensar que DST’s são mazelas arcaicas, uma vez que acreditam serem imunes às patologias por simplesmente viverem em um mundo mais globalizado e científico.

Como se não bastasse, as propagandas governamentais sobre conscientização venérea é ativa somente em períodos carnavalescos, logo é importante reverter essa contrariedade. Ademais, outro grande problema em relação ao aumento dessas doenças em adolescentes no Brasil se encontra na incompreensão absoluta das formas de contato, uma vez que HIV, além de hepatite podem ser transmitidas via seringas compartilhadas entre usuários de drogas, por exemplo. Tal ligação se comprova ao contemplar os dados de uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2016, os quais demonstraram a crescente porção de jovens narcóticos, sobretudo à entorpecentes injetáveis.

Em suma, é notório a ampla luta que deverá ser combatida no país. Portanto, é imprescindível que o Estado, Ministério da Educação, da Saúde, aliados à indústria midiática visem expandir informações sobre todos os tipos de doenças venéreas, suas formas de contato, bem como as de prevenção e seus respectivos tratamentos. Isto ocorrerá através de explicações detalhadas sobre o impacto dessas doenças seja nas escolas, empresas e comunidades por profissionais em conjunto com estudantes da área da saúde ou até mesmo através de aplicativos e podcasts. Além disso, realizar a distribuição de panfletos, além de efetivar mais campanhas nas redes sociais e televisivas mensalmente acerca dos riscos das DST’s, a vitalidade de manter o mais incorruptível a saúde sexual, como também aniquilar fortemente o uso de drogas na sociedade civil é de extrema importância. Tendo os cidadãos largo acesso à informação, ainda que longo prazo, ter-se-á uma nação mais sensibilizada no que tange à saúde.