O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 10/10/2019

Ao contrário do que muitos pensam, a origem da camisinha é bastante antiga, data do antigo Egito. Isso porque, sabia-se desde cedo, a atividade sexual trazia consigo alguns incômodos, como a gravidez indesejada e as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). No entanto, apesar de todo o desenvolvimento que tivemos em relação a esse método de proteção, nos últimos anos houve um aumento nos casos de pessoas infectadas por essas doenças (atingindo principalmente os jovens), devido ao tabu criado em torno da questão sexual e à banalização do uso de preservativos. Logo, esse problema precisa ser combatido.

Inicialmente, destaca-se que, na sociedade brasileira, falar sobre sexo ou sexualidade ainda é difícil, embaraçoso, delicado. Em outras palavras, há certa dificuldade para as famílias ou mesmo para a escola tratar de um assunto tão sensível com esse público, o que pode fazer com que parte desses jovens iniciem sua vida sexual com pouca informação e muitas dúvidas.

Outro fator que contribuiu para esse acréscimo foram os avanços no combate ao vírus HIV, pois teve um efeito inesperado: remédios que atenuavam de forma substancial os sintomas da doença e a publicidade excessiva em relação aos seus benefícios deu aos jovens uma sensação de segurança e fez com que passassem a se preocupar menos com as outras doenças e a ter um comportamento sexual irresponsável.

Assim, para o enfrentamento dessa problemática, é preciso que o Ministério da Saúde invista em campanhas de prevenção (reformuladas e adaptadas à linguagem dos jovens) voltadas especificamente para esse público, utilizando os canais de comunicação que eles mais utilizam (redes sociais) e como ferramenta pessoas em que tenham maior “confiança” (um influenciador, por exemplo). A final de contas, conforme Bossuet aponta, a saúde depende mais das precauções do que da medicação.