O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 20/09/2019

Sabe-se que a fase da adolescência é o período em que é necessário inúmeras informações e acompanhamento de profissionais da saúde, devido a ser uma época em que a população dessa fase passa pela puberdade, mudanças corporais, de comportamento e início das relações sexuais. No entanto, essa não é a realidade no território brasileiro, de acordo com a Secretaria de Saúde, foram registrados, em um período de cinco anos, 29 mil novos casos de alguma DST (Doença sexualmente transmissível). Acredita-se que tal aumento nos índices seja devido a banalização dos males e a baixa informação perante aos cuidados necessários, como o uso de preservativos.

A principio, tem-se como uma das explicações para os elevados casos de DST’s no Brasil, a relação dos jovens com as doenças, tornam a Aids, Sífilis, entre outros exemplos, em algo comum e sem importância. Isso é o que é notório de se perceber entre a população jovem atual, os mesmos perderam o ‘‘medo’’ de contrair essa doenças e logo as banalizam. Levando em consideração tal aspecto, jovens e adolescentes têm feito relação sexual sem nenhuma proteção, de acordo com a pesquisa divulgada em 2016 pelo jornal UOL, seis em cada dez jovens entre 15 e 24 anos fizeram sexo sem o uso de preservativo no ano de 2016, aumentando a probabilidade de transmissão.

Além disso, outro aspecto importante que aumentam o percentual de DST’s é falta de informação. Devido a educação sexual ainda ser um assunto tabu na sociedade atual, a melhor forma de se obter conhecimento é através do ambiente familiar e pela internet. No entanto, nem todo adolescente possuem pais que lhe forneçam as informações necessárias e por isso vão buscar conhecimento pela internet, porém não é a melhor maneira de aprendizado. Com isso, devido a defasagem da educação sexual dos jovens, muitos deles não se previnem e, consequentemente, a dispersão das doenças vão aumentando gradativamente.

Portanto, tendo em vista os aspectos citados, torna-se perceptível a necessidade de mudanças para que garantam a saúde da população, diminuindo os casos de DST’s no país. A princípio, é essencial que o Ministério da Saúde crie campanhas, tanto nas mídias televisivas quanto nas redes sociais, a fim de alcançar um maior público e conscientizá-los da importância da preservação. Além disso, é necessário que o Ministério da Educação inclua a educação sexual como disciplina obrigatória nas escolas públicas e privadas, para que os jovens aprendam acerca dos cuidados necessários, dos seus limites e conheçam o próprio corpo, e assim, evitar casos de DST’s e até abuso sexual. Com isso, será notório a diminuição dos índices de DST’s no país e garantirá saúde a população jovem.