O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 19/09/2019

Em 1495, na Inglaterra, surgiu uma nova doença que ficou conhecida como ‘‘doença venérea’’ por acreditarem que a causa principal era o ato sexual que, por sua vez, estava ligado á deusa romana do amor, Vênus. Contemporaneamente, essa enfermidade se encaixa no grupo das DST, doenças sexualmente transmissíveis, tendo um aclive considerável, principalmente, no Brasil. As causas fundamentais para a disseminação exagerada são a ineficácia na execução de politicas públicas de prevenção e a banalização do uso de preservativos. Dessa forma, compreender os fundamentos para a perpetuação desse panorama mostra-se indubitavelmente necessário.

Á priori, a negligência Estatal em relação a prevenção sexual,contribui para a manutenção desse impasse, já que essas ações seguem uma sazonalidade que as tornam ineficazes. É notório que o maior número de atos preventivos no Brasil ocorrem em datas festivas, pois acredita-se que a probabilidade de contração dessas patologias é maior. Nesse sentido, em um artigo publicado na Folha de São Paulo pelo professor de sociologia da USP, Antônio Queiroz, aponta que 75% da incidência de DST entre os jovens e adultos não está ligada à estações festivas, como o carnaval, e sim, a todo período anual.Logo, percebe-se que a atuação da saúde pública brasileira, voltada a prevenção dessa patologias entre púbere, é deficitária, contribuindo, assim, com persistência dessa questão.

Ademais, em um segundo plano, a banalização do uso de preservativos está ligada á educação sexual inadequada que, muitas vezes, advém do ambiente familiar ou escolar. Nesse sentido, é oportuno apontar que o lapso educacional familiar a respeito do sexo é fruto do tabu provido, na maioria das vezes, pela formação religiosa brasileira, pois muitos pais não se sentem confortáveis ou seguros para desenvolver um diálogo educativo com seus filhos na puberdade.Outrossim,a ausência de educação sexual nas entidades didáticas compõe a formação desse cenário de alta incidência de jovens com DSTs.

Destarte, com o intuito de reverter esse cenário caótico, a sociedade deve pressionar por meio de manifestações as instâncias federais, para que junto das secretarias da saúde e educação criem políticas preventivas nas escolas, por meio da realização de rodas de conversas com adolescentes e a participação de médicos e psicopedagogos, para tornar a conscientização sobre a prevenção de DST mais frequente e acessível ao público jovem, a fim de reduzir os índices alarmantes. Ademais, a educação familiar se faz essencial na perspectiva de aproximá-los de seus filhos e tornar mais concreta a educação sexual dos jovens no Brasil.Assim, o alcance e a eficiência dessas ações serão relevantes conquistas sociopolítica, de modo que se redesenhe um futuro melhor.