O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 20/09/2019

O filme " Cazuza - O tempo não para", conta a história de uma das mais célebres figuras do cenário musical brasileiro: Agenor, também conhecido como “Cazuza”.  O longa retrata a genialidade, o taleto e as emoções de um jovem artista que teve a sua vida devastada e interrompida graças à luta contra a AIDS. Entretanto, apesar de ser uma ficção, a película reflete a realidade presente, não só na vida do cantor, mas na de milhares de jovens brasileiros contemporâneos: a inabilidade governamental diante do aumento no número de jovens contaminados por doenças sexualmente transmissíveis. Nesse contexto, questões sociais devem ser postas em vigor a fim de compreender e combater a problemática

Convém ressaltar, em primeiro plano, que a banalização da proteção sexual entre os jovens não é uma invenção do século XXI; As doenças sexualmente transmissíveis (DST’S), muito recorrentes entre jovens gregos e romanos durante a antiguidade, eram chamadas de “doenças Venéreas” em homenagem à Vênus, deusa romana do amor. Partindo desse pressuposto, pode-se afirmar que as DST’S fazem-se presentes desde a antiguidade clássica e perpetuam-se como uma mazela exponencial até a contemporaneidade, assolando milhares de jovens brasileiros.

Ademais, é inevitável ressaltar que, segundo a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), seis em cada dez jovens brasileiros que têm vida sexual ativa não usam preservativo. Outrossim, pode-se dizer que o poder público e as famílias têm se omitido quanto à educação sexual da juventude nacional. Dessa maneira, é possível afirmar que o número de DST’S entre os jovens vêm crescendo em progressão geométrica como consequência da falta de instrução nas escolas e nas casas brasileiras. Sob a óptica do sociólogo Émile Durkheim, “a sociedade e cada meio social particular estabelece o ideal que a educação desenvolve”, dentro desse viés, pode-se afirmar que é tangente à sociedade que estabeleça um padrão, iniciado nas casas e na esfera acadêmica, como modelo a ser seguido pelos jovens. Portanto, tendo em vista os males que as DST’s causam à saúde humana (por exemplo, dor, feridas e devastamento do sistema imunológico), medidas são necessárias para combater o impasse de forma inteligente e ágil.

Dessa forma, urge que o estado, por meio do envio de recursos aos Ministérios da Saúde e Educação, elabore uma campanha voltada aos jovens, com fim de conscientizá-los sobre os malefícios causados pelas DST’s e ensiná-los como previnir-se. Para isso, é imprescindível que haja distribuição gratuita de preservativos, além de palestras bimestrais em escolas públicas, com a presença de médicos, sexólogos e psicólogos, que tenham como objetivo mostrar aos estudantes do nível médio que é possível manter uma vida sexual ativa e prazerosa, mas, acima de tudo, segura e saudável.