O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 20/09/2019
Gonorreia, sífilis, aids, tricomoníase, candidíase, papiloma vírus humano (HPV) e clamídia, são apenas algumas das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) que assombraram e continuam assombrando a história da humanidade com seus sintomas muitas vezes fatais. Atualmente, os avanços da medicina e da tecnologia proporcionaram fortes agentes na luta contra essas doenças, além disso, a difusão de informações sobre elas tornou-se muito mais eficaz. Entretanto, contrariando o esperado, os números de infectados por algumas DSTs estão aumentando como consequência dos mesmos fatores que deveriam levá-las ao declínio.
Durante o século XX, fortes armas para a luta contra as doenças sexualmente transmissíveis foram desenvolvidas, entre elas os antibióticos, como a penicilina, descoberta por Alexander Flaming, que é utilizada no tratamento da Sífilis. Ademais, a tecnologia proporcionou o desenvolvimento de preservativos modernos, que geram uma maior adesão dos indivíduos a preços mais acessíveis. Junto a isso, o próprio Sistema Unificado de Saúde brasileiro passou a fornecer gratuitamente preservativos na maioria dos postos de saúde. De mesmo modo, com a ampliação dos meios de comunicações, as informações sobre profilaxias e tratamentos das DSTs passaram a ser amplamente divulgadas pelo Ministério da Saúde e outra instituições.
Todavia, mesmo em meio a inúmeros avanços nas mais diversas áreas, muitas dessas doenças continuam com números preocupantes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, desde 2012 não há declínio dos casos, essas informações se contrapõem ao desenvolvimento citado anteriormente. Na realidade, nota-se que essas mesmas ferramentas que objetivam frear esses números tem causado o efeito contrário. Haja vista que, com o surgimento de novos tratamentos, as DSTs deixaram de amedrontar grande parte dos jovens. Além disso, o próprio desenvolvimento da tecnologia proporcionou facilidade às relações casuais, por meio dos aplicativos de paquera, isso somado a confiança na eficácia dos métodos contraceptivos atuais, que não protegem contra essas enfermidades, tornaram a juventude do século XXI mais vulneráveis a essa problemática.
Portanto, para garantir a saúde dos jovens brasileiros é necessário que a luta contra as doenças sexualmente transmissíveis seja mais efetiva. Desse modo, cabe às empresas donas de aplicativos de relacionamentos como o Tinder, estabelecerem políticas de incentivo ao uso de preservativos, notificando os usuários, por meio dos próprios aplicativos, sobre os perigos das relações íntimas sem uso da camisinha, a fim de conscientizá-los antes que os encontros sejam realizados. Assim, é possível utilizar a tecnologia a favor da saúde pública.