O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 21/09/2019

A crescente taxa de aumento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) vem aumentando a cada ano no país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem DSTs ​​todos os dias. Nesse contexto, grande parcela desse números está incumbida aos jovens que, muitas vezes, por falta de informação, contraem algum tipo de vírus. A partir desse panorama, elucida-se os problemas que ocasionam o aumento: o desconhecimentos de métodos preventivos, assim como a mudança de comportamento sexual dos jovens.

Em um primeiro plano, segundo uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), para dados e efeitos, concluiu-se que os adolescentes iniciam as atividades sexuais na faixa entre os 13 e 17 anos de idade. Diante disso, observa-se pelo ato ser muito prematuro, muitas vezes, sem os conhecimentos dos métodos preventivos, esses optam por não fazerem uso, sendo assim correm o risco de contraírem algum tipo de vírus. De acordo com a OMS, o sexo sem proteção está causando a explosão do número de pessoas infectadas com agentes de DSTs. Sob esse viés, há uma reflexão do sociólogo Émile Durhkeim, que define fato social como os instrumentos sociais e culturais que determinam as maneiras de agir, pensar e sentir na vida de um indivíduo.

Além do mais, de acordo a conjuntura exposta acima há uma mudança de comportamento na juventude, ou seja, um novo fato social. Com efeito da propagação da internet e seus aplicativos de paquera, esse jovens tendem a um número maior de parceiros sexuais, de modo que esses, muitas vezes ao não fazerem uso de métodos preventivos, o que, por sua vez, aumentam em muito a possibilidade contrair alguma doença ou, ainda, serem vetores dessas. De acordo com a OMS, o motivo para números tão altos é a negligência no uso da preservativo, ao passo que a falta do preservativo acontece porque o progresso da medicina na questão de tratamentos de infecções graves, como HIV, levam às pessoas a pensarem que, se não estão em risco de vida, não há necessidade de prevenção.

Considerando os aspectos mencionados, portanto, fica evidente a necessidade de medidas urgentes por parte do poder publico, a fim de amenizar o aumento de DSTs. Dessa forma, cabe, inicialmente, ao Ministério da Saúde, assim como o da Educação, em todas as esferas, lançarem propagandas e informativos escolares, de modo que a partir dos 12 anos, os adolescentes tenham acesso à informação sobre educação sexual. Sendo assim, com o conhecimento, esses jovens, estariam menos aptos aos riscos de DSTs, a fim de que a longo prazo amenizar-se-ia o aumento de contaminações o que, por sua vez, refletir-se-ia em novo modo de agir elucidado pelo Durhkeim.