O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 20/09/2019
Quando a aids surgiu, provocou grande pânico, assim como o câncer quando começou a ser compreendido ou mesmo a pneumonia.
Isso aconteceu, em suma, porque eram poucos os casos. Porém, a doença atingiu artistas e por ser quase sempre fatal, ganhou proporção. Sendo transmitida por vírus, ocorreram inúmeros a respeito da infecção, e quando foi entendido pela população, que a transmissão ocorria majoritariamente pelo ato sexual, o tabu foi consolidado.
Ocorre, porém, que diferente da pneumonia e do câncer que deixaram de ser tão “graves” com o passar dos anos em decorrência de variados tratamentos, a AIDS permaneceu sem cura, mas a percepção histórica da humanidade de que toda doença grave, se tornaria banal com o tempo, continuou.
A doença teve seu boom na década de 80 e marcou uma geração, que provavelmente se protegia mais, mesmo que pra isso tenham sido criados “dilemas” em dialogar o assunto abertamente.
As gerações que nasceram em 90 e 2000, passaram pela adolescência na década de 2000 e 2010. O desenvolvimento tecnológico que aconteceu nessa época gerou muita informação circulante, porém não gerou indivíduos críticos o suficiente para administrar tantas informações.
Assim ocorreu a banalização do sexo, que passou a ser praticado constantemente de forma precoce, incentivado pela difusão da pornografia, o que por conseguinte aumentou a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS.
Muitos, por terem consciência de que há tratamentos paliativos para a doença, negligenciam o seu perigo. Parecem não compreender o significado de “paliativos”. Assim numa sociedade com cada vez menos medos, e muito acelerada, a doença volta a correr livremente, já que as relações estão tão fluidas quanto a informação. O que abre oportunidades para que o ato seja consumado de forma cada vez mais espontânea, o que nem sempre conta ou combina com o uso de preservativos.
Uma boa forma de intervir nessa questão seria expor de forma alarmante, comparando e mostrando gráficos do crescimento e disseminação das doenças em todos os meios de comunicação, principalmente na tv aberta. Ideal ainda, seria que mais palestras fossem feitas a respeito do assunto. Assim a população, assustada, voltaria a ter mais precaução no ato sexual.