O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 20/09/2019

“O importante não é viver, mas viver bem “. Segundo o Filósofo Platão, a qualidade de vida tem desmesurada importância, de modo que ultrapasse o da própria existência. Entretanto, no Brasil essa não é uma realidade para os jovens afetados pelas doenças sexualmente transmissíveis DST’s. Logo que, a falta de prevenção no ato sexual, sem ter o conhecimento, ou pelo fato de ignorar o risco de desenvolver essas doenças, os indivíduos jovens acabam sendo as maiores vítimas e consequentemente, transmissores do DST’s. Com isso, ao invés de tentar aproximar a realidade descrita por Platão, os familiares e o Estado contribuem com o problema.

Interpretando Gandhi, aquilo que se faz no presente determina o futuro, por conseguinte, segundo pesquisas, a maior quantidade dos cidadãos jovens infectados com DST’s, não tem um bom relacionamento dialogal em casa, ou seja, se tornam sexualmente ativos desde cedo, sem que seus pais ou responsáveis tomem conhecimento de tal ocorrido. Ademais, como herança histórica marcada pelos dogmas da igreja Católica, o sexo ainda  é considerado um “Tabu” na sociedade brasileira. Com isso, dificultando ainda mais, uma  conversa esclarecedora entre pais e filhos, sentindo-se desconfortáveis ao falar sobre tal assunto.

À vista disso, evidencia-se o Estado como impulsionador do problema. Segundo Michel de Montaigne, " A mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil às pessoas. No entando, de maneira distinta ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante no país. Uma vez que, o ensino educacional, ou seja, o corpo docente, encontra-se despreparado para orientar de forma sólida,  a educação sexual e suas formas de prevenção. Dessa forma, esses jovens começam a atividade sexual precocemente, sem orientação responsável e experiente, assim, contribuindo estatisticamente o índice de jovens brasileiros infectados com DST’s.

Em suma, o combate a liquidez citada inicialmente, deve sobretudo, tornar-se bem sucedido, em vista disso, seria interessante que, a mídia, o quarto poder, em parceria com o Governo, aborde esta temática, por meios de programas de televisão e palestras nas escolas,  reunindo pais e responsáveis para rodas de conversas, juntamente com médicos e psicólogos especialistas no assunto. Dessa forma, o discernimento dos pais serão aprimorados, quebrando o “Tabu”, em relação ao sexo. Prova disso, jovens brasileiros terão conhecimento e autonomia desde cedo. Outrossim, que o Estado invista na experiência provissional do corpo docente, com cursos preparatórios, voltados à educação sexual, com isso, formando orientadores capazes de instruir a futura geração a praticar atos inteligentes e concientes, mudando-lhes a vida para melhor, sendo assim, não apenas viverão, mas viverão bem.