O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 20/09/2019

As doenças sexualmente transmissíveis tem aumentado nos útimos anos. Elas são disseminadas, principalmente, pelo contato sexual sem o uso de preservativos. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 10 milhões de jovens possuem alguma DST. Diante disso, é necessário pautar como, tanto a banalização do preservativo, quanto a ineficiência do Estado têm contribuído para esse aumento.

A princípio, deve-se citar que o uso da camisinha tem ganhado um olhar trivial nos últimos anos. Sob esse viés, dados do Ministério da Saúde revelam que 6 em cada 10 jovens não usam preventivos. Essa depreciação pode estar relacionada, em alguns casos, à ideia popular mais difundida, de que o uso de preservativo tem a primordial função de evitar uma gravidez indesejada. Desse modo, as jovens que fazem uso de contraceptivos orais, veem como inútil a utilização da camisinha. Nesse contexto, muitos indivíduos são infectados com DSTs - AIDS e sífiis, como exemplo -, levando-os a sofrer com o preconceito social e a baixa qualidade de vida.

É necessário pontuar, ainda, a ineficiência do Estado em garantir informações adequadas em suas campanhas. Segundo o artigo 196 da Constituição, a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. No entanto, é notório que as propagandas sobre prevenção surtem efeito momentâneo, concentrando-se, predominantemente, próximo ao carnaval. Além disso, a linguagem ultilizada faz-se ineficaz por não fazer uso da função poética, fator que colabora com a atenção do público alvo. Assim, com a comunicação comprometida, a discussão e a reflexão sobre o tema é baixa, o que pode aumentar os números de infectados.

A questão sobre o aumento das DSTs entre jovens no Brasil deve, portanto, ser tratada com mais clareza. Sendo assim, é necessário que as escolas e famílias tenham o diálogo sobre esse tema, informando e orientando quanto ao uso de preservativos, por meio de aulas de educação sexual nas grades escolares e palestras dinâmicas que se aproximem da linguagem jovial. Além disso, cabe aos Governos, juntamente com a mídia, elaborar propagandas voltadas, especificamente, à juventude, utilizando personalidades famosas dessa geração e linguagem típica, como as gírias, humor e até músicas, a fim de ganhar a atenção dessa faixa etária. As campanhas devem, ainda, ser atemporais e conter informações acerca do aumento das contaminações e a consequente necessidade de proteção. Desse modo, torna-se possível a diminuição do número de casos de jovens contaminados com alguma doença sexual e a decorrente prevenção de que mais indivíduos tenham a saúde e a vida comprometidas.