O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 22/09/2019
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos têm direito a saúde. Entretanto, esse princípio não é cumprido holisticamente haja vista o aumento exorbitante no número de doenças sexualmente transmissíveis-DSTs- entre o jovens. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: A banalidade do sexo desprotegido e a falta de conhecimento dos jovens à respeito da seriedade das patologias.
Em primeira analise, o aumento dos índices de DSTs é um problema de saúde pública. Isso porque com o advento dos anticoncepcionais orais e de tratamentos eficientes, os jovens tendem a ignorar a periculosidade das relações desprotegidas em função da falsa segurança oferecidos por eles. Dessa forma, fica ilustrado a teoria do sociólogo Bauman em relação ao imediatismo das relações pós modernas, em que a satisfação momentânea sobrepõe-se a de longo prazo.
Ademais, a insipiência diante das doenças influencia fortemente sua disseminação. Nessa perspectiva, percebe-se que as escolas e a família negligenciam temas relacionados a sexualidade, ainda vista como um tabu, o que deixa os jovens despreparados ao tornarem-se sexualmente ativos. Dessa maneira, faz-se necessário debater sobre esses temas, uma vez que, segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo.
Destarte, medidas devem ser tomadas à fim de mitigar a situação. O ministério da educação pode implantar a educação sexual na grade curricular estudantil para que as escolas tenham espaço para desenvolver projetos como palestras elucidativas com professores e profissionais da saúde visando o conhecimento coletivo, assim, a ignorância sobre o tema não será fator de avanço para as DSTs. Outrossim, a mídia pode divulgar, por meio de propagandas, a distribuição gratuita de preservativos pelo governo e sua importância, desse modo, será possível dissolver tabus e promover a saúde como previsto na Constituição.