O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 21/09/2019
O termo DST, atualizado para IST, classifica doenças transmitidas através do contato sexual desprotegido. Assim, essa tem sido uma das pautas mais trabalhadas por campanhas publicitárias e uma das maiores preocupações do Ministério da Saúde. Porém, mesmo com a relevância desse tema, o aumento de pessoas diagnosticadas com essas ISTs é preocupante, principalmente entre os jovens, que, irresponsavelmente, negligenciam o uso de preservativos e ignoram a importância dos exames preventivos.
Em primeiro plano, é necessário entender que as infecções sexualmente transmissíveis foram banalizadas pelo senso comum de que, pela existência de tratamentos, essas não são mais tão nocivas. Dessa maneira, as pessoas vêm perdendo o medo, que no passado era tão presente devido aos poucos avanços medicinais da época, e ficando mais expostas a essas doenças. Sendo comprovado por pesquisas feitas pelo Departamento de Doenças Crônicas, do Ministério da Saúde, que aponta mais de 40% dos jovens preferindo não utilizar preservativos.
Ainda nesse contexto, a AIDS, que é uma DST considerada de maior risco por ainda não ter cura, já apresenta um método de prevenção chamado PrEP (profilaxia pré exposição) que consiste na tomada diária de um comprimido que impede o vírus HIV de infectar o organismo. Nesse sentido, essa torna-se mais uma motivação para que os jovens não utilizem os preservativos, pois esses têm a certeza de que estarão protegidos contra o vírus da AIDS, mas ainda assim ficam expostos a doenças como o HPV, que entre outras complicações pode agravar-se para um câncer no colo do útero.
Em suma, observa-se a necessidade de educar e conscientizar esses jovens sobre a importância de se prevenir contra essas infecções. Para isso, faz-se necessário que o Ministério da Educação incentive as escolas a discutirem mais esse tema, através de palestras com profissionais da área de saúde, trazendo tanto a importância da profilaxia quanto a apresentação das consequências à saúde, promovendo assim uma maior preocupação entre esses jovens e a consequente diminuição da recorrência dessas infecções. Além disso, é importante que o Ministério da Saúde siga fazendo campanhas e distribuindo preservativos, mas também procure incentivar, através das mídias, que as pessoas façam exames preventivos com frequência a fim de diagnosticar e tratar as possíveis doenças.