O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 21/09/2019

Entre as décadas de 1980 e 1990, o mundo pode acompanhar a evolução da AIDS que acometeu o cantor britânico Freddie Mercury, que faleceu em 1991 em decorrência da doença. Na contemporaneidade, o número de casos de DSTs têm crescido a cada dia, atingindo, principalmente o público juvenil. A principal causa desse crescimento é a negligência desse grupo em relação ao uso do preservativo e, também, a evolução do desenvolvimento e acesso ao tratamento dessas doenças.

Nesse contexto, pode-se observar que, apesar das diversas campanhas publicitárias que incitam o uso da “camisinha”, muitos jovens continuam a menosprezar a importância do método preventivo nas relações sexuais. Isso acontece, em grande parte, em razão de que, muitos jovens associam o uso do preservativo somente a um método contraceptivo. Ocorre, também, que muitos portadores de doenças sexualmente transmissíveis são assintomáticos, o que torna o indivíduo passivo a detecção do problema, podendo equivocar-se em relação a prática sexual desprotegida e infectar outros indivíduos de forma não deliberada.

Ademais, a tecnologia possibilitou o desenvolvimento dos coquetéis de medicamentos que tratam as DSTs e facilitou seu acesso aos portadores do  problema, podendo ser acessíveis até em unidades básicas de saúde. Porém, essa vantagem acaba dando a muitos jovens a perspectiva de banalização da gravidade desses problemas de saúde. Vale, também, ressaltar que, o descaso na prevenção dessas doenças ocorre, majoritariamente, em razão do tabu que ainda é a sexualidade em pleno século XXI. Dessa forma, uma grande parcela dos jovens não está completamente ciente das consequências desses problemas na saúde e na vida pessoal do indivíduo.

Portanto, para conscientizar o público alvo e amenizar o crescimento de casos de DSTs, faz-se necessária a adoção de medidas. Urge que o Ministério da Educação inclua na grade curricular das escolas de todo Brasil, a disciplina de Educação Sexual, com a intenção de instruir a parcela em formação da sociedade sobre os cuidados adequados em relação a saúde sexual. Cabe, também, ao PROCON (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor), que interfira nos comerciais publicitários que incitam o consumo de preservativos, atentando os consumidores para as consequências das doenças causadas pelo desuso do produto em questão.