O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 21/09/2019

Sob a perspectiva histórica, a aids, no início de sua epidemia em 1980, era uma temática associada apenas aos homossexuais, e falar sobre o assunto para a população era difícil pois o tecido social era permeado por preconceitos derivados da falta de pedagogia científica. Perante a esse viés, a perpetuação desse cenário no Brasil, o qual jovens estão expostos a doenças crônicas por falhas educacionais e ideias infundadas, sucede-se pela ausência do ensino nas escolas sobre métodos de proteção sexual. A partir disso, observa-se que políticas públicas, educativas sobre saúde e seguridades sexuais, são medidas mais prudentes frente à problemática.

Nesse contexto, o psicanalista Sigmund Freud, em sua obra “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade”, concebe que a educação sexual na juventude é uma influência governadora do ser humano até o fim de sua vida. Por esse panorama, o papel da pedagogia escolar é de ensinar aos cidadãos em formação sobre a prática do sexo seguro com métodos profiláticos como a camisinha e os remédios anticoncepcionais para que os jovens tenham o seu bem-estar assegurado. Dessa maneira, a ausência de explanação científica aos infantojuvenis mediatiza uma parcela social vulnerável a confiar em preceitos infundados nocivos a manutenção da vida, por exemplo, a crença de que pessoas com aparência saudável não serem portadoras da aids, o que é perigoso e deve ser repudiado.

Ademais, segundo o estudo da Pesquisa de Conhecimentos e Práticas na População Brasileira (PCAP), no ano de 2017, 43,4% dos jovens relatam não utilizarem camisinha durante o sexo e 21,6% acreditam que a aids é uma doença que dispõe de cura. Mediante a essa angulação, nota-se um contexto análogo ao de 1980, em que a falta de instrução científica alicerça preceitos inverídicos e que facilitam a propagação de doenças sexualmente transmissíveis. Dessa forma, não é razoável a perpetuação de inverdades prejudiciais à vida humana na conjuntura social brasileira mediatizada pela carência da pedagogia sobre as dinâmicas do acasalamento.

Portanto, diante dos fatos supracitados, é dever do Estado agir no sentido de educar os jovens sobre metodologias garantidoras da saúde nas práticas sexuais  para a diminuição desses adoecimentos. Sendo assim, compete ao Ministério da Saúde elaborar e executar uma campanha nacional sobre o acasalamento seguro nas escolas com profissionais do Sistema Único de Saúde instruindo sobre as infecções transmitidas sexualmente, como utilizar preservativos e sua importância para mitigar os conceitos infundados que ajudam na elevação das taxas de contaminação dessas patologias. Desse modo, tem-se a finalidade de utilizar políticas públicas educativas sobre seguridade nas práticas sexuais para governarem as vidas dos indivíduos em formação.