O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 21/09/2019

Na série televisiva “Sex Education”, de Laurie Nunn, Otis é um adolescente desajeitado que reside com a sua mãe, uma terapeuta sexual. Apesar de ainda ser virgem, ele resolve criar sua própria aula que tem o objetivo de abordar o tema “educação sexual”. O panorama brasileiro pode ser associado a realidade ficcional da obra, tendo em vista a necessidade em incluir na grade curricular brasileira o estudo da educação sexual. Todavia, o descaso dos núcleos familiares e políticos, como consequência dos tabus sociais e a banalização do uso de preservativos são fatores que contribuem para o aumento de DST’s entre jovens.

De acordo com o filósofo e educador brasileiro Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. O que ressalta a importância da educação em todos os âmbitos, como um agente minimizador de incidentes sociais. Contudo, a dificuldade dos governantes brasileiros em reconhecer a relevância que a educação sexual possui, é um empecilho para a saúde pública tendo em vista o aumento de casos de doenças e infecções sexualmente transmissíveis.  A família, como um meio social, não reconhece a educação sexual como algo que deva ser abordado nas instituições de ensino, por se tratar de um tema delicado para ser ministrado, e que, supostamente,  seria um fator impulsionador da prática de relações sexuais. Outrossim, segundo o Ministério da Saúde, em 2016 aproximadamente 830 mil pessoas possuem o vírus HIV em seu organismo.

Ademais, a associação do uso do preservativo apenas para fins contraceptivos, ignorando a prevenção de enfermidades, alicerçada na falta de informações de cunho sexual por se tratar de um tabu, é uma problemática recorrente. Entretanto, segundo dados levantados pelo Ministério da Saúde, apenas 56% dos jovens, entre 15 e 24 anos, afirmam usar camisinha regularmente .

Desse modo, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, devem elaborar projetos e oficinas pautados na inclusão da educação sexual na grade curricular, com o objetivo de reduzir exponencialmente casos referentes a DST’s e IST’s. Além disso, a inserção de pais e residentes da comunidade escolar nos projetos de educação sexual, com o fenecimento de conscientizar, de forma mais abrangente, sobre a naturalidade do tema, e a devida prevenção, se faz necessária.