O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/10/2019

É notório o aumento preocupante das doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens brasileiros. Mesmo com avanços médicos, o canário de iniquidade permanece e reflete na população. Uma vez que, a saúde pública não é tratada como prioridade em consonância a desinformação a respeito dessas doenças e sua prevenção.

Primeiramente, as chamadas DSTs são doenças infecciosas adquiridas, não de forma exclusiva, por contato sexual. No Brasil, é difícil definir estatísticas gerais fiéis, pelo fato de só casos de HIV e Sífilis em gestantes e bebês serem obrigatoriamente notificados ao Ministério da Saúde. Isso mostra o descaso e a falta de preocupação com o resto da população, pois quanto mais tardio o diagnóstico mais difícil o tratamento.

Outrossim, de acordo com a médica Márcia Cardial, da Federação Brasileira de Ginecologia, as DSTs viraram tabu no país, assim minimizando o risco real do contágio. Em concomitância a isso, as campanhas sobre o uso de preservativos sexuais ocorrem de forma sazonal, somente durante as festividades de carnaval, deixando o resto do ano em aberto. Cabe ainda mencionar a construção de mitos pela população, de que em certas idades ou certas formas sexuais não a risco de infecção, em função disso o ginecologista Mauro Romero desconstrói esse mito afirmando que qualquer pessoa sexualmente ativa, pode contrair uma DST se praticar sexo inseguro.

As DSTs são um problema de saúde pública, portanto deve ser discutida na sociedade. Dessa forma, o Ministério da Saúde deve propiciar, anualmente, campanhas de prevenção, oferecendo gratuitamente exames diagnósticos para os jovens. Ademais, a escola, que está em contato direto com o jovem, em parcerias com secretarias de saúde, deve promover, com profissionais da saúde, palestras semestrais de orientação sexual, visando a prevenção dessas doenças, assim evitando a infecção de mais pessoas.