O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 23/09/2019
Embora haja uma massificação da informação no Brasil atual sobre as doenças sexualmente transmissíveis, o jovem ainda age de forma contraditória em relação ao sexo. Evidencia-se, dessa forma, uma falha na propagação e ratificação dessas informações ajudando no aumento dessas doenças o que se deve a fatores como banalização do uso da camisinha e a falta de diálogo sobre a sexualidade.
Quando o filósofo contratualista Thomas Hobbes afirma que a liberdade é a ausência de obstáculos externos às ações que contribuem para a preservação da vida, corrobora a necessidade de uma liberdade pensada de modo coletivo. Por conta do uso de preservativo ter se tornado um assunto trivial, muitos indivíduos optam por fazer a escolha da não utilização da camisinha mesmo que haja a distribuição gratuita de preservativos em postos de saúde. Consequentemente compromete-se a saúde pública do país, visto que quando os jovens escolhem por não se prevenir, afetam não somente sua própria saúde como a de outras pessoas, causando sérios malefícios ao bem estar da sociedade. Outrossim, mesmo com a evolução sobre o assunto sexualidade no Brasil, como propagandas relacionadas ao sexo, principalmente durante o carnaval, muitos brasileiros ainda enxergam a relação sexual e assuntos relacionados como um tabu e não como algo básico a ser discutido. A falta de diálogo se reflete em dados atuais em que em uma pesquisa feita em parceria com a empresa farmacêutica Bayer para o Dia Internacional das Mulheres, cerca de 41% das entrevistadas não possuem o hábito de conversar com os pais sobre suas vidas sexuais. Desse modo, os jovens acabam se utilizando de fontes errôneas, as famosas Fake News, que mostram informações totalmente divergentes da realidade e influenciando de forma negativa na vida sexual do jovem.
Em virtude dos fatos mencionados, é possível perceber que as DST’s é um assunto de saúde pública tendo em vista que essa problemática afeta principalmente os jovens brasileiros. Portanto, é imprescindível que o Ministério da Educação possibilite a execução de modo efetivo campanhas nas escolas que visem a participação dos pais em diálogos sobre a sexualidade com seus filhos, utilizando palestras e reuniões focadas em ajudá-los a realizar essa conversa de modo informativo e confortável para ambos. Por conseguinte, através da educação sexual será possível fundamentar ao longo do desenvolvimento do indivíduo uma maneira de viver a sexualidade de forma saudável e segura.