O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 03/10/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, garante a todos o direito à saúde e ao bem-estar social. Contudo, a falta de orientação das instituições formadoras dada aos jovens, assim como a iniciação sexual precoce, desemboca no aumento de DST’s entre a juventude brasileira. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

A priori,  o filósofo alemão Immanuel Kant defende que o ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele. De maneira análoga à ideia exposta por esse pensador, podemos afirmar que a falta de educação sexual e orientação persistente a respeito da transmissão de DST’s é um fator primordial para o aumento da ocorrência de casos dessas doenças. Isto significa que, cada vez mais, adolescentes e adultos jovens mantêm relações sexuais sem uso de preservativos. Assim, é necessário tomar providências urgentes para reforçar a conscientização sexual entre pessoas com menos informação e pouca experiência de vida.

A posteriori, a iniciação sexual precoce da juventude do nosso país contribui para um fator preocupante. Segundo dados da Pense (Pesquisa Nacional de Saúde Escolar), em 2015, 33,8% dos adolescentes entre 13 e 17 anos já haviam iniciado sua vida sexual, inclusive sem o uso de preservativo na última relação. A falta de educação sexual culmina em inúmeros fatores, dentre eles: gravidez precoce e aumento das estatísticas de pessoas infectadas por alguma DST. Em contraponto, há campanhas midiáticas e programas do governo que incentivam o uso e até disponibilizam preservativos, mas os jovens não temem tais doenças. Como o assunto é tabu social, por mais que o conhecimento chegue, de certa forma, às pessoas, o diálogo é restrito, quando existe, não possibilitando a construção e a internalização do conhecimento sobre o assunto.

Portanto, para a orientação da população, urge que o Ministério da Saúde (MS) crie por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias que detalham a importância do preservativo  com a busca ávida por informações que estimulem um pensamento e posicionamento critico sobre as ocorrências em sua nação. Assim dessa maneira, urge que o Ministério da Educação (MEC) através de palestras com profissionais da saúde e apoio da família, busque intensificar um maior diálogo entre os anseios dos jovens.