O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 27/09/2019

Na conjuntura contemporânea, muito se tem discutido sobre a questão das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), as quais acompanham a história da humanidade e são transmitidas pelo contato sexual sem o uso de preservativos. No Brasil, um demasiado número de jovens é atingido por esses males. É notório que a falta de informações acerca das consequências ocasionadas pela propagação das DSTs e a banalização do uso de proteção, são fatos que contribuem para a situação e prejudicam a sociedade, caracterizando um grave problema social que deve ser solucionado.

Em primeiro plano, verifica-se que a falta de preocupação com o uso de preservativos, a negligência à discussão sobre o assunto por ser polêmico e o desconhecimento sobre os grandes malefícios, muitas vezes irreversíveis, que várias dessas doenças podem causar, são fatores que sustentam a problemática. Um processo que evidenciou-se com o aumento dos índices de pessoas contaminadas por doenças venéreas. Sob esse viés, dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, afirmam que, no ano de 2018, houve um crescimento de 603% da ocorrência de sífilis (DST) por transmissão sexual em seis anos, dados que salientam o preocupante e grande número de infecções causadas por Doenças Sexualmente Transmissíveis.

Concomitante a isso, quando o filósofo George Santayana afirma que aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo, pode-se relembrar do Período Colonial no Brasil, época em que os portugueses proporcionaram a acentuada proliferação e disseminação das doenças venéreas, que se alastraram de forma virulenta e assídua na população indígena. Fato que se assemelha à realidade brasileira, pois em decorrência da despreocupação, o aumento de DSTs entre os jovens do país ocorre constantemente e traz diversas consequências, podendo ser locais, sistêmicas e até mesmo comprometer a capacidade reprodutiva do infectado, que, por um ato irresponsável, prejudica a si mesmo ou outro indivíduo.

Portanto, é compreensível que o aumento de Doenças Sexualmente Transmissíveis são prejudiciais à sociedade. Desse modo, o Ministério da Saúde junto ao da Educação devem inserir aulas de educação sexual nas escolas, com profissionais capacitados para instruir e ensinar os jovens sobre a importância do uso de preservativos e as consequências das DSTs. Também devem realizar palestras e projetos para desbanalizar o uso de prevenção e disseminar maior conhecimento sobre os meios de transmissão, a fim de que os jovens obtenham mais informações sobre o assunto e os índices de contaminações diminuam cada vez mais.